— Eu sei. — ela se achou, enquanto virava para o lado, desconectando os corpos. — Você também, meu bem. — riu, apoiando o queixo no peitoral dele. — Eu posso fazer uma pergunta? — ela mordeu o lábio, enquanto fazia círculos na barriga do loiro.
— Claro meu amor. — deu um selinho nela. — O que você quiser.
— A Sofya é boa de cama? — disse de uma só vez, como estivesse dando bom dia. Ele começou a tossir. — Responde logo Josh. — rolou os olhos.
— Meu bem, eu não sei por que está me perguntando isso... Eu acabei de fazer amor com você e você vem me perguntar sobre a Sofya?
— Não vai responder? — sentou-se cruzando os braços.
Ele respirou fundo e a encarou, ela se mantinha da mesma forma.
— Ok, a Sofya é normal na cama... — deu de ombros.
— Como assim normal?
— Normal, nem fede nem cheira. — ele disse levantando e tirando a camisinha de seu m****o.
Any suspirou e deitou-se.
— E eu? — ela disse o encarando.
Ele jogou a camisinha no lixo e voltou para a cama. Sentou ao lado dela e a colocou deitada em seu peito.
— Você é puro fogo meu amor. — ele sorriu enquanto a apertava mais entre seus braços. — A única mulher que me faz perder a cabeça na hora do sexo.
— Só na hora do sexo? — engoliu o seco.
— Não, claro que não. — beijou os cabelos dela outra vez. — Desculpa, eu me expressei m*l. Mas Any, não fica pensando na Sofya... Eu estou com você agora e é isso o que importa.
Any apenas assentiu, estava moída, extremamente cansada. Seus olhos pesaram e ela logo adormeceu.
Algum tempo depois o celular dele toca, despertando os dois.
— Droga! — Josh murmurou pegando o aparelho e bufou ao ver que era sua amada esposa.
— Quem é? — ela coçou o olho, ele não respondeu, apenas atendeu.
— Alô.
— Joshua! — a loira berrou histérica. — Posso saber, onde raios você se meteu?
— Não grita Sofya! — ele rolou os olhos enquanto levantava. Olhou no relógio e viu que eram três e meia da manhã. Droga!
— Como não quer que eu grite Joshua? — indignada. — Já são quase quatro da manhã e nem a sua sombra chegou aqui!
— Rolou uns imprevistos aqui!
— Aqui onde? — ela riu irônica. — Liguei para a empresa e disseram que você não estava lá desde cedo! Onde está?
Any olhava tudo frustrada, não era possível que aquela mulher fosse estragar a ótima noite que estavam tendo. Merda! Estava tão bom dormir nos braços dele... Vaca! Observava ele andar pra lá e pra cá, completamente nu. Como será que ele se livraria?
— Eu estou com os meninos... Pronto, feliz? — acariciou na nuca.
Any teve vontade de gargalhar, tinha pena de cornos, sempre teve!
— Que meninos? Onde estão? Eu quero falar com algum deles. — disse a loira, cruzando os braços.
— Não será possível, eles já foram e eu já estou chegando em casa.
— E a i****a da Any Gabrielly não está por aí, não é?
— Claro que não Sofya. — riu, como se a esposa fosse louca. — Vou ter que desligar, estou dirigindo e o sinal está péssimo! Beijos! — desligou querendo cortar o assunto. — p**a que pariu, dormimos demais! — pegando suas calças e vestindo.
— Ah não amor... — ela fez bico. — Eu pensei que dormiria comigo. — se levantou, indo até ele. — Eu quero dormir com você a noite inteira. — dando beijos, nas costas nuas do loiro.
— Não vai ser possível Any. — abotoando a calça. — Sabe que se eu pudesse ficaria com você o tempo que você quisesse!
Any cruzou os braços e assentiu. Claro que ele correria para atender aos pedidos de Sofya, afinal, era marido da loira... E ela? Não era nada dele, além de amante. Não tinha que reclamar de nada. Foi até suas roupas e as catou do chão, vestindo-as em seguida.
— Any, não fica chateada... — ele pediu. — Por favor, meu amor.
— Não se preocupe Joshua... — ela disse irônica. — Já entendi o meu lugar! — pegou sua bolsa. — Vou te esperar no carro. — saiu.
Ele não disse nada, apenas a encarou saindo e chutou o ar com força!
Os dois saíram do motel sem dizer uma palavra, Any estava irritada, muito irritada. Qual é o problema? Por que ele não podia passar uma mísera noite com ela sem ter que ir correndo trocar as fraldas de Sofya? Cruzou os braços e passou a mirar o lado de fora, ignorando a presença dele.
Ele por sua vez estava chateado, mas não com ela, e sim com a situação. Entendia que ela também queria carinho e não queria que pensasse que ele só a queria pra t*****r e descartar logo em seguida, não era assim. Ele tinha certeza que a amava, mas precisava de tempo e compreensão pra resolver aquela situação.
— Vai me ignorar mesmo? — ele disse sem tirar a atenção do transito.
Ela coçou o nariz e respirou fundo.
— Any, por favor. — ele disse em uma lamúria. — Você precisa entender que eu sou casado. Acha que eu gosto dessa situação?
— Não quero falar sobre isso. — deu de ombros olhando as unhas.
Ele bufou e bateu no volante com força, ela o encarou com espanto.
— Dá pra parar com o pity? — o encarou com deboche. — Quem deveria estar soltando fogo pelas ventas era eu não você.
— Me irrita a sua falta de envolvimento, você age como se nada importasse, como se a nossa relação não importasse, como se eu não importasse! Dá pra pelo menos fingir que se importa comigo? — ele desabafou.
— Ficar chorando e me lamentando vai resolver? — ela disse o mirando. — Eu respondo: Não! Você continuará com ela e eu continuarei sendo a sua relação extraconjugal... Eu entendo Joshua, eu aceitei ser sua amante e desde o começo sabia onde eu ia entrar, e eu sou madura o suficiente para aceitar meu lugar. E você deveria estar feliz pelo meu comportamento, estou errada? — ela falou.
Ele apenas suspirou, não conseguia ficar feliz com isso. Deveria ficar? Qualquer homem ficaria, mas ele não. Queria que ela se incomodasse, queria que ela fosse mais possessiva. O que não estava acontecendo.
— Pode me deixar em Copacabana, vou buscar meu carro e de lá vou embora. — disse procurando algo em sua bolsa.
Logo pegou o celular para ver as horas. Faltavam dez minutos para as quatro da manhã.
— Eu não vou deixar você ir sozinha pra casa. — ele disse firme.
— Eu sei me cuidar, sua loira está esperando você em casa, quase parindo um filho.
— Eu não vou deixar você ir sozinha. — ele repetiu seriamente.
— E eu estou dizendo que não é necessário. — ela rebateu. — Além disso, eu preciso do meu carro, senão como vou trabalhar amanhã?
Ele se calou.
— Então deixa eu te seguir até lá. É serio Any, eu não vou ficar tranquilo se você não me deixar ir.
— Ok, se você quer ir. Quem vai apanhar quando chegar em casa não sou eu mesmo. — ela deu de ombros enquanto ele parava no meio fio.
Ele a encarou abrindo a porta e logo abriu a sua também, saiu e foi com ela até o fusquinha que estava intacto.
— Onw meu bebê, você está aqui sozinho... — ela passou a mão na lataria. — Desculpa a sua dona. — deu um beijo no fusquinha e abriu a porta entrando em seguida.
— Não vai me dar um beijo? — observando-a ligar o carro, que por milagre de Deus ligou de primeira.
Ela o puxou pela gravata frouxa e ele se debruçou na janela, ela lhe deu um selinho molhado e depois separou.
— Só isso?
— É o que você está merecendo por não ter dormido comigo. — disse engatando uma marcha. — Enfim obrigado pela carona e boa sorte com sua mulher. — mandou um beijinho e levantou a janela, fechando-a.
Ele suspirou e saiu da janela, foi em direção ao seu carro e entrou, ligando-o em seguida.
Ela dirigia e negava com a cabeça, vendo que ele realmente estava a seguindo, era um cabeça dura. Abriu um sorriso notável. Aquilo significava que ele realmente se importava com ela.
Depois de alguns minutos chegaram a casa dela, ele viu que era uma casa de dois pisos, bastante arrumadinha e simpática. Ficou esperando ela abrir o portão e depois a viu acenar, dando tchau. Ele fez um sinal com os faróis e ela sorriu de leve. Quando ela entrou, ele se foi.
— Ai Any... — sussurrou pra si mesmo. — O que você está fazendo comigo. — suspirou parando em um sinal. — Eu nunca senti isso por ninguém. — acariciou o rosto tentando afastar os pensamentos dela apenas por um minuto que fosse.
Saiu de seus devaneios ao ver o celular tocar outra vez. Que saco, Sofya estava cada dia mais insuportável!
— Fala Sofya. — atendeu no viva voz e acelerou o carro.
— Cadê você Joshua? — ela bufou. — Pra quem já estava a caminho de casa você até que está demorando não é?
— Sofya eu tive que parar para abastecer. — rolou os olhos. — O frentista estava lerdo, demorou pra c*****o.
— Hum, então vem logo pra casa coelhinho... A mamãe coelha quer acasalar. — ela disse manhosa.
Ele prendeu o riso, que ridículo.
— Eu estou chegando. — desligou na cara dela.
Não demorou a que ele chegasse à mansão. Entrou em casa e encontrou Sofya andando pra lá e pra cá.
— Enfim chegou. — batendo o pé. — Sabe há quanto tempo estou esperando você?
— Não estava falando comigo agorinha? Parecia bem. — ele indagou confuso.
— Sim, mas eu querer acasalar não significa que eu não esteja irritada pela sua falta de compromisso. — se aproximou e o abraçou pelo pescoço.
— Me desculpe. — ele disse simplesmente.
— É só isso que você tem a me dizer? — disse incrédula.
— Queria o que?
— Bem, ontem eu vi um anel cravado em diamantes de uma joalheria maravilhosa...
— E quer que eu o compre pra você? — ele completou tirando a gravata.
— Isso mesmo, como pedido de desculpas por me deixar esperando.
— Ok, amanhã você compra. — deu de ombros.
— AAAA. — ela bateu palminhas com os olhinhos brilhando. — Eu te amo meu amor! — voou em cima dele e o beijou.
— Eu também te amo... — deu um sorrisinho sem graça enquanto partia o beijo.
— Bem, agora merece um prêmio. — ela sorriu e tirou a camisola ficando completamente nua na frente dele.
Ele engoliu o seco e olhou para os lados.
— Alguém pode ver você. — ele sussurrou enquanto ela se aproximava novamente.
— Não estou nem aí, essa casa é minha, eu fico pelada a hora que eu quiser ficar. — o beijou outra vez.
Ele engoliu o seco, Sofya era linda, mas ficar com ela não mexia mais com ele como antes. Não depois de descobrir o real prazer do sexo com Any, mas também não podia negar que a tentação era demais, ele não podia dispensá-la, afinal ela era sua mulher.
— Vamos subir. — ele disse com um sorriso de canto enquanto a pegava no colo.
Ela gargalhou e subiram as escadas com rapidez. O sexo foi rápido como sempre, Sofya nunca inovava nas posições e ele sinceramente não estava mais se importando com isso, afinal só transaria com a esposa agora para satisfazê-la, afinal Any já o satisfazia muito bem e bote bem nisso.
Não demorou em que Sofya dormisse e ele ficasse com seus pensamentos voltados para Any. Naquela noite sonhou com a cacheada.
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Na segunda-feira. O ritmo de trabalho no escritório estava a todo vapor, tinham dois projetos importantíssimos para entregar naquele dia.
— Beauchamp. — Any entrou na sala com várias pastas. — Aqui estão os papeis que me pediu. — disse separando as pastas. — A propósito... José González já está aí fora. Posso mandá-lo entrar?
— Claro, mas antes, por que não me dá um beijo? — ele a chamou com as mãos.
— Não sei se devo. — sorriu provocante.
— Vem aqui menina... — ele riu completamente louco de vontade de beijá-la. — Antes que eu te pegue a força. — se levantou e ela riu negando com a cabeça, enquanto se aproximava dele.
O beijo foi quente e extremamente sensual, Any arquejou-se enquanto sentia as mãos dele rodeando sua cintura a tomando mais para ele.
— Não quero que fique irritada comigo meu amor.
— Não estou. — ela sorriu.
— Te comprei um presente.
— Sério? — ela disse se apoiando na mesa. — O que? — ele abriu a gaveta e tirou uma caixinha minúscula, que ela deduziu ser um anel.