Capitulo 37

2222 Words
— Minha nossa... — ele disse sorrindo com a respiração entrecortada, deu um beijo demorado na testa suada de Any. — Qualquer dia você ainda me mata Any. — saiu de dentro dela e deitou ao seu lado. — Valeu a pena esperar? — ela riu, apoiando o queixo no peito dele, o encarando. — Muito. — e encarou. — Mas não faz mais essa maldade comigo, meu amor. — dando um selinho na cacheada. — Eu só fiz por que você mereceu. — pincelou o nariz dele. — E sempre que achar que pode me tratar como um lixo, vai se lembrar disso... A mim ninguém humilha. — disse calmamente o olhando.   Ele engoliu o seco. — Eu sinto muito. — ele mordeu o lábio. — Agora eu já aprendi a lição. — Muito bem... — ela disse selando os lábios. — Te amo. — Eu também te amo. — dando outro selinho nela. O telefone tocou. — Deixa tocar. — rolou os olhos. — Quem você acha que está ligando a essa hora, meu amor? — ela ironizou. — Por isso mesmo eu não quero atender. — ele deu de ombros. — Daqui a pouco ela desiste e para de encher. — Atende logo Josh, eu odeio quando você faz isso. — ela disse se sentando. — Isso o que? — Ficar ignorando as ligações dela, como se isso mudasse alguma coisa. Atende logo, ou eu atendo. — Any, eu não estou com cabeça para aguentar as chatices da Sofya a essa hora da noite. — disse passando a mão no rosto. — Ótimo. — se debruçando em cima dele e pegando o telefone, colocando o mesmo na viva-voz. — Alô. — Ah, você outra vez? Sua p*****a!  Any encarou Joshua, como se dissesse, está vendo como ela me trata?. O loiro negou com a cabeça. — O que a senhora deseja a essa hora da noite, senhora Beauchamp? — disse paciente, infelizmente não podia xingá-la, pois Joshua estava ali, mas era ótimo pois Sofya a xingaria de todos os nomes possíveis e Josh mais uma vez ficaria contra a loira. — Como assim o que eu desejo? — ela ironizou. — Falar com você é que não é, sua oferecida! Passa para o Baby Blue. — Baby o que? — arregalou os olhos.  Josh sentou-se apressado, já não bastava os micos diários que Sofya o fazia passar, mas aquele ele dispensava. Joshua pegou o telefone. — Sofya o que foi agora? — ele disse cansado. — Coelhinho! — ela berrou. — Estou morrendo de saudades, meu amor. — a loira tagarelava.  Ele olhou Any e a cacheada se mantinha de braços cruzados o encarando.  — m*l vejo a hora de você chegar, pra nós matarmos a saudade.  Any negou com a cabeça, observando para ver o que Joshua iria falar. — Sofya, eu estou cansado. — tentando fugir, daquela situação desagradável. — É uma da manhã aqui, pelo amor de Deus. Você tem algo sério pra falar? — coçou a nuca. — Claro que eu tenho coelho, você nem acredita meu amor... — disse em expectativa. — O que? — curioso. — A Tereza Cristina não morreu, e ninguém descobriu quem era o namorado do Crô! — ela disse lamentada. — Quem é Tereza Cristina, Sofya? — passou a mão na cabeça e Any danou-se a rir. — Que d***o é Crô? — COMO QUEM É TEREZA CRISTINA? — ela berrou. — Em que mundo você vive, Joshua Beauchamp? A Tereza Cristina, da Fina Estampa , a novela favorita da sua esposa! Que por sinal ACABOU, eu estou em depressão! Você deveria ter mais respeito pela mãe do seu cachorro. — Sofya... — ele fechou os olhos buscando paciência. — Eu não acredito, que você está ligando há essa hora pra me falar de novela... Cara vai dormir, vai ler um livro. Eu estou cansado Sofya, exausto. Você não tem noção. — Estava trabalhando no dia de domingo? — ergueu a sobrancelha. — Er... Sim. — disse ele com rapidez. Não podia dizer que estava transando. — E a sua secretáriazinha ridícula? — disse seca. — Continua dando em cima de você? — Sofya, deixa a Any em paz. — rolou os olhos. — Depois a gente se fala, eu vou desligar. Beijos. — desligou com rapidez, em seguida tirou o telefone do gancho.  Any ainda ria.  — O que foi Any? — Cara, sua mulher é ridícula. — rindo. — p**a merda, eu jurava que ela iria jogar uma super bomba, e vem falar da novela, que merda hein? — A Sofya não bate bem. — ele mordeu o lábio. — Que seja... — se levantou pelada. — Vou tomar um banho de banheira. — o encarou provocante. — Não quer me acompanhar? — ergueu a sobrancelha. — O que acha? — ele a encarou. — Acho que não dispensaria por nada do mundo. — Você achou certo. — ele se levantou e a beijou, enquanto caminhavam aos beijos até o banheiro. Joshua entrou na banheira, que já estava cheia e sentou-se chamando a amante. Any entrou em seguida e sentou no colo dele, fazendo-o penetrar outra vez nela. — Huum... — ela mordeu o lábio enquanto cavalgava delicadamente. — Isso amor... — ele murmurou apertando os s***s dela e lhe beijando o pescoço. — Vai mais rápido, minha linda... — a guiando com carinho. Any começou a gemer histericamente, enquanto aumentava a velocidade dos movimentos, a pressão da água deixava a relação muito mais gostosa e excitante, a cacheada arqueou a cabeça, enquanto arranhava o ombro de Josh, que a encarava com t***o.  Depois de alguns minutos naquela doce tortura ela anuncia: — Eu vou gozar... — disse com cara de choro. — Eu também... — ele sussurrou, cheirando o pescoço de Any e gozando em seguida. Em seguida a cacheada gozou também, rindo satisfeita. — c*****o, isso é incrível... — murmurou, beijando-o no pescoço, respirando com dificuldade. — Eu sei meu amor... — disse apoiando a cabeça na borda da banheira, recuperando a respiração. — Vamos tomar banho? — Vamos sim, eu estou morta. — ela piscou.  Os dois tomaram banho em meio a beijos e brincadeiras, em seguida trocaram-se e deitaram na cama, ficaram vendo TV e depois dormiram abraçadinhos. ¨¨¨¨ No dia seguinte, no Brasil. — Senhora, a sua nora está lhe esperando na sala de visitas. — a empregada anunciou a Úrsula, entrando no quarto da mulher. — Oh não... — pôs a mão na testa. — Vá lá e diga que eu morri. — a empregada arregalou os olhos e Úrsula repensou — Não, ela começaria a chorar e seria pior, diga que eu fui viajar e volto só daqui a um ano! — aperreada, odiava Sofya, principalmente quando ela vinha com seus dramas. A empregada ia saindo quando ouviram a voz estridente de Sofya pelo corredor. — Úrsula, eu estou subindo querida.  Úrsula pôs a mão na testa. — Pode ir Betty... — disse a empregada. — Traga um analgésico, sempre que falo com Sofya eu fico com dor de cabeça. — sussurrou, e a empregada assentiu. — Sogrinha! — a loira disse adentrando no quarto. Úrsula sorriu falsamente. — Oh querida... — disse forçando um sorriso. — Que saudades que eu estava de você. — mentiu. — Ai... — Sofya a abraçou e Úrsula rolou os olhos. — Nem acredita. — Já sei, Joshua continua te traindo. — ela suspirou sentando em sua cama. — Oh sim... — começando a chorar, dramaticamente. — Josh está frio e distante, não estamos mais dormindo na mesma cama... — soluçou. — Eu estou com medo Úrsula. Úrsula arregalou os olhos. — Como assim não estão mais dormindo na mesma cama? — perguntou, começando a se preocupar com aquela situação. — Sim, eu estou te dizendo... Josh tem outra mulher, essa tal de Any Gabrielly, ele dá tudo pra ela, ele deu um apartamento pra ela em um edifício chiquérrimo, eu encontrei os documentos da compra no meio das coisas dele.  Úrsula pôs a mão na boca.  — Ele dá presentes pra ela todo dia, ela tem um cartão com um limite altíssimo, igual o meu! Tirando que ela vive esfregando na minha cara que dorme com ele, que ele prefere ela a mim. Eu não sei mais o que fazer. — negando com a cabeça. — Ela está fazendo da minha vida um inferno. — Ai meu pai do céu. — Úrsula negou com a cabeça.  Não imaginava que essa situação já estava nessas proporções, imaginava que Joshua apenas levasse essa moça pra cama algumas vezes, que se divertia e depois a descartava, não era possível isso. E ainda mais que já não estava dormindo na mesma cama que Sofya.  — Você tem certeza disso Sofya? — Absoluta, sogrinha... — soluçando. — Já chega de chorar mulher! — rolou os olhos. — Engravide do meu filho. Apenas isso ajudará você, isso é infalível. — O que? — Sim, Joshua jamais a deixaria se estivesse grávida.  Sofya pôs a mão no rosto.  — Digo isso por experiência própria, Ron estava quase me mandando para o inferno, quando engravidei do Josh para segurá-lo comigo e olha só, estamos juntos até hoje. — Não é tão fácil... — ela sussurrou. — É claro que é. —Não é fácil. —É FÁCIL SIM, SE DEITE COM MEU FILHO E DÊ UM JEITO DE ENGRAVIDAR O QUANTO ANTES! — berrou, sem paciência. — EU NÃO POSSO ENGRAVIDAR! — berrou no mesmo tom, fazendo Úrsula arregalar os olhos. — O que? — Úrsula a encarou, perplexa. — Você é estéril? — Não, quer dizer, eu não sei... — Sofya suspirou tristemente, sentando na cama da sogra. — O problema é que eu tenho um distúrbio hormonal desde que entrei na puberdade. — ela coçou a nuca. — Eu menstruo muito pouco de quatro em quatro meses, e quando vem não dura dois dias. — começando a chorar. — Pra eu conseguir engravidar precisaria de ao menos um ano de tratamento médico, tomando remédios controlados. É hereditário, a minha mãe também sofria disso e só conseguiu me ter por que fez vários tratamentos. — Ai Sofya. — Úrsula fechou os olhos. — Agora você vai precisar pensar. Não sei o que você vai fazer, mas não pode deixar a amante ganhar, ela é a outra e tem que continuar sendo assim. — E se você conversasse com essa mulher? — Sofya sugeriu. — Peça pra ela se afastar do meu marido, pra ir procurar outro homem, por favor... — implorou. — Se ele me abandonar eu morro, me suicido! — Sofya, não seja exagerada... — negando com a cabeça. — Escute, você precisa fazer algo, eu não posso interferir em nada por enquanto. — explicou. — Se Josh continuar levando essa situação a sério e tentar algo contra o casamento de vocês ai sim eu posso fazer algo, mas por enquanto não.   Sofya suspirou.  — Ouça, ele já a assumiu? — Já assumiu a amante? — indagou e Úrsula assentiu. — Não, ele desconversa. — voltando a chorar. — Não diz nem que não nem que sim, ai sogrinha, isso está me matando. — Pare de chorar, mulher! — repetiu. — Chorar não vai resolver nada. Você precisa agir, faça ele ter interesse por você, se torne uma mulher mais interessante, uma mulher agradável, provocante, resumindo Sofya, haja como Any Gabrielly! — Eu não posso agir como uma qualquer. — Sofya disse impaciente, aquilo era ridículo. — Eu não vou me tornar uma vagabunda pra agradar o Josh. — Pois então, fique sozinha. Já ficou muito claro que meu filho não quer só t*****r com essa menina. E olhe lá, se ele já não estiver apaixonado por ela. — Não diga isso nem brincando. — Sofya disse desesperada. — Então faça alguma coisa. — Eu não sei ser como essa garota, é impossível pra eu me comportar como ela. Ele tem que me amar como eu sou desse jeito! — apontou pra si mesma, voltando a chorar. Úrsula suspirou. — Olha Sofya, eu vou pensar em alguma coisa, depois eu ligo pra você, pode ser?  Sofya enxugou as lágrimas. — Tá, mas liga mesmo.  Úrsula assentiu a conduzindo até a porta.  — Até logo. — deu dois beijinhos na sogra e saiu. — Tchauzinho. — acenando da porta.  A empregada voltou com o analgésico. — Aqui está senhora. — disse mostrando a pequena bandeja com duas cápsulas e um copo de suco. — Obrigada. — pegando as cápsulas. — Ai Betty, meu filho está ficando louco, está traindo a Sofya, com outra mulher.  Betty fez o sinal da cruz.  — E estou sentindo que esse casamento não vai durar muito. — negando com a cabeça e tomando o medicamento, realmente Sofya a deixava com dor de cabeça. — Não posso deixar meu filho se separar da mulher, apesar de ser um saco, Sofya é uma herdeira, e trocá-la por uma secretáriazinha, não dá não, se fosse ao menos uma mulher de família rica, ai sim, eu aceitaria muito bem até, mas nessas circunstâncias, é melhor eu ficar esperta. Meu filho quando quer é muito i****a. Vai ver essa menina só está de olho no dinheiro dele e ele não vê isso. — negando com a cabeça.
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