Capitulo 17

2500 Words
— Muito vulgar! Eu não gosto dela nem um pouco! Agora ainda menos! — Agora pare de chorar ok? — Sofya assentiu. — Seja a mulher fina e elegante que a senhora é acostumada a ser. E não dê a ela o gostinho de ver seu casamento desmoronar. Sofya assentiu e as duas ouviram a porta se abrir, por ela passou nada mais nada menos que Any Gabrielly. Sofya tremeu de raiva e nervoso. — Ora, ora... — a garota caminhou colocando sua bolsa no mármore da pia. — O que temos aqui... Uma coelha e uma vovó Noel. — cacheada gargalhou. — E uma qualquer. — Clarice completou, fazendo Any olhá-la com raiva, formando um bico em seus lábios. — Sabe Clarice... — Any disse abrindo sua bolsa e pegando seu nécessaire. — Acho que você deve morrer de inveja de mim. — riu abrindo a bolsinha e pegando seu gloss. — Eu sou nova, linda, sei viver a vida e você não passa de uma m*l-comida! — ela fez um biquinho e começou a aplicar seu gloss. — Você não sabe respeitar os mais velhos não, sua m*l-educada? — Sofya se pronunciou irritada. — Claro que eu sei. — a cacheada a se virou para a loira. — Quando eles fazem por merecer o respeito! Essa velhota aí não me respeita, então eu também não respeito! — Não vou respeitar uma prostituta! — Clarice disse. — Pois eu posso ser prostituta, posso ser atriz pornô, posso ser o c*****o a quatro! Mas isso não interessa a ninguém, principalmente uma velha que fede a naftalina e que não sabe nem o que é um orgasmo!  Clarice e Sofya a encararam com espanto.  — Ah, e que adora olhar e tirar fotos dos outros fazendo amor... — Any fez um biquinho. — Gostou de ver? Ficou excitada? Que pena, você não sabe o que é isso não é? — ela guardou as coisas outra vez dentro da bolsa. — Você é muito vulgar Any Gabrielly... — Sofya resmungou, com um nó na garganta observando Any se olhar no espelho.  Aquela garota tinha uma sensualidade gigantesca, tinha um corpo maravilhoso e deveria enlouquecer Joshua na cama. Coisa que ela não conseguia de jeito nenhum. Por isso que ele não estava mais a procurando pra t*****r como sempre fazia antes. Claro, agora tinha Any para satisfazê-lo do jeito que ele quisesse. — Sou vulgar mesmo! — Any deu de ombros. — E eu não vou nem dizer o que você é, senão posso arrumar problemas com meu cargo. — disse com um sorriso nos lábios. — Mas pergunte a vovó Clarice, ela vai te explicar direitinho bebê. — mandou beijinhos e saiu dando um tchauzinho pra lá de falso. — Piranha... — Sofya sussurrou assim que a cacheada saiu. — O que o Joshua viu nessa garota? O que ela tem que eu não tenho? — com um beicinho. — Nada senhora Beauchamp... Não fique assim ok? — Clarice falou e Sofya assentiu. — Pense no que eu disse. — Obrigada Clarice... — ela deu um abraço na mulher. — Você é uma boa amiga. — sorriu de leve. — Agora eu preciso ir embora pra colocar minha cabeça no lugar, senão eu acho que ela vai explodir. — Faça isso senhora Beauchamp, e procure não tomar nenhuma atitude precipitada. Sofya apenas assentiu, enquanto pegava Rupert no colo e depois se retirou, ainda não estava acreditando que estava passando por uma situação como essa. ¨¨¨¨ Joshua chegou à sala e Any estava separando uns papéis. Ele sorriu e chegou por trás, quem sabe assim ela esquecia essa historia e o desculpava de vez. A cacheada deu um pulo ao sentí-lo beijando seu pescoço. — O senhor está bêbado é? — ela reclamou enquanto se afastava. — Any, para com isso é sério... — ele reclamou. — Eu não estou aguentando mais ficar longe de você, me dá uma chance gatinha. — tentou beijá-la outra vez, mas ela se afastou. — Não! E se não parar de gracinha eu vou contar tudo pra sua mulher! — pôs a mão na cintura e ele a encarou acariciando o maxilar. — Ah já? — cruzou os braços. — Rapidinho o senhor se aquieta não é? — se virou e voltou a fazer o que estava fazendo. — Ainda tem a cara de p*u de olhar pra mim e dizer que me ama. Ama p***a nenhuma! — reclamou baixinho, mas ele ouviu. — Eu te amo... — Para de falar que me ama! — ela berrou. — Eu não quero mais ouvir isso! — colocou todos os papéis em cima da mesa. — Ai estão as plantas do edifício do Leblon... Eu já separei todas em ordem alfabética. — ela suspirou. — Obrigado. — ele a encarou com o olhar baixo, estava triste com toda aquela situação. — Não há de que. — ela assentiu. — Ah, não sei se você sabe, mas a Sofya estava conversando com a Clarice no banheiro. Se eu fosse você abria os olhos, ela pode ter contado algo e lá se vai o seu feliz casamento pelo ralo. — o encarou e depois saiu. — Que merda! — ele deu um soco no ar. ¨¨¨¨ — Não quer que eu te leve pra casa? — ele disse assim que o expediente encerrou e a viu arrumando suas coisas para ir embora. — Não é necessário. — ela disse colocando o celular na bolsa. — Mas já são quase oito da noite, você sabe como essa cidade é perigosa e... — ela o interrompeu. — Eu já disse que não é necessário senhor. — ela sorriu falsamente. — Qualquer coisa eu ligo para um amigo vir me buscar. — E eu posso saber que amigo? — ele cruzou os braços, com a expressão insatisfeita. — Não, não pode. — ela pôs a bolsa do lado e caminhou até o elevador. — Vai querer dividir o elevador? — ela arqueou a sobrancelha. Ele assentiu entrando no mesmo. No elevador ele não tirava os olhos dela. Era muito linda, ele estava completamente louco por ela. — Dá pra parar de me secar? Me sinto um frango de padaria. — ela suspirou. — Eu não consigo, você me deixa louco e você sabe. — ele disse. Ela apenas deu um sorriso falso e rolou os olhos, seu celular tocou e ela atendeu no primeiro toque. — Oi Pedro. — abriu um sorriso.  Joshua a encarou sem expressão nenhuma, quem era esse desgraçado que estava ligando para a sua mulher?  — Sim, estou saindo agora mesmo. — ela olhou as horas no relógio. — Não disse? Oito em ponto! — gargalhou. Joshua estava se sentindo incomodado.  — Eu disse que não precisava você vir... Está onde? — o elevador se abriu e ela saiu sem nem ao menos dizer tchau a ele. Droga! Ele sabia que tinha sido um i****a por não ter defendido ela dos xingamentos de Clarice, e por ter se portado como um canalha no dia anterior. Mas ele a amava droga! E ela estava sendo c***l desprezando-o assim.  Resolveu segui-la e a viu indo até um gol vermelho, onde tinha um cara encostado, ao chegar lá os dois se abraçaram e ela entrou no carro. Pelo menos não se beijaram, caso contrário ele não dormiria a noite! ¨¨¨¨ Ao chegar em casa encontrou Sofya jantando sozinha, ou melhor, com Rupert que estava sentadinho em sua cadeirinha alta ao lado da dona. Ela o encarou e abriu um sorriso. — Meu amorzinho! — se levantou e correu até lá. — Como está baby blue? — Bem Sô... — suspirou. — Só estou com um pouco de dor de cabeça. Sofya encarou intrigada, será que tinha algo a ver com as flores jogadas no lixo? Não ela não queria pensar nisso, não iria dar a Any Gabrielly o gostinho de ver Joshua solteiro, não mesmo. Iria dar ouvidos a sua sogra e a Clarice, amantes são apenas amantes. A esposa continuaria sendo ela e era isso que importava. — Entendo... — deu um beijo nele. — Vamos jantar? Antônia fez uma lasanha deliciosa. — Claro, eu vou tomar um banho e depois volto. — ela assentiu voltando a sentar-se e ele subiu em direção ao quarto.  Entrou no banho e ficou pensando em Any, em sua cacheadinha... Passou a mão no rosto esfregando, como se aquilo fosse tirá-la de seus pensamentos, mas nada adiantava, ela simplesmente não saia de sua cabeça um minuto sequer. ¨¨¨¨ No dia seguinte, Any não foi trabalhar, pois era o dia da festa de aniversário da empresa e todos os empregados ganharam folga para se preparar para a festa que seria realizada a noite, em um badalado clube carioca.  Estava tudo lindo e muito bem organizado, a imprensa cobria tudo e o salão estava cheio de gente glamorosa e rica. — Ai coelhinho, tira esse bico da cara. — Sofya resmungou arrumando a gravata do marido. — Você parece que está em um velório. — A Sofya tem razão meu filho. — Úrsula concordou. — Daqui a pouco você terá que dar uma entrevista pra Cátia, ela está me cobrando há séculos. Então trate de mudar essa cara. — Já entendi mamãe. — ele rolou os olhos. — Vou ali conversar com os meninos... — tomou o último gole de sua bebida e levantou. Foi em direção aos amigos, que bebiam e conversavam perto do pub. — Olha só quem conseguiu escapar das garras da dona coelha... — Noah zombou. — Não é o coelhinho? Joshua fez um gesto para que o barman trouxesse algo pra ele, tentando disfarçar sua vergonha. Um dia ele dava um basta nesses apelidos ridículos, ah se dava. — Eu não sou nenhum coelhinho. — ele deu um pedala em Noah. — Tá bom... — o loiro riu. — Já foi falar com a imprensa cara?  Joshua assentiu enfadado enquanto pegava sua bebida.  — E aí o que perguntaram? — As mesmas besteiras de sempre. O que isso importa? — ele resmungou. — Não viram a Any por aí? — A Gaby? — Noah ergueu a sobrancelha com um sorrisinho safado. Joshua não gostou nada disso. — É, a Any Gabrielly sim. — ele enfatizou o nome completo de Any. — Mas eu a chamo de Gaby. — Noah deu de ombros. — Algum problema? — Não. — forçou um sorriso tomando sua bebida toda, em um gole só. — Nenhum problema. José negou com a cabeça, Joshua não escondia de ninguém que morria de ciúmes de Any. — Menos Beauchamp. — José sussurrou. — Assim você vai entregar tudo. — Que se f**a. — ele murmurou, aproveitando que Noah estava distraído olhando duas mulheres. — O Noah não me entregaria. — Mas é melhor deixar ele sem saber, não acha? — Pepe riu e Joshua deu de ombros. — Olha aquela gatinha ali, meu irmão. — Noah voltou a olhar para os amigos. — Que linda. — Vai lá, chega nela. — Joshua incentivou. — Nem rola, tenho um encontro hoje. — Noah disse todo alegre. — Se não fosse isso, eu iria mesmo. — Que encontro? — Joshua perguntou, com curiosidade. Noah ia falar, mas Ron chegou, interrompendo a conversa. — Meu filho... — o homem disse. — Oi papai. — Me escute... Sua secretária, a senhorita Any Gabrielly. Onde está? — perguntou bastante interessado para a opinião de Joshua. — Any ainda não chegou. — com cara de poucos amigos. — Por quê? — Por nada. — Ron gargalhou. — Eu queria apresentá-la aos meus amigos. — apontou um grupo de homens. — É uma moça adorável e muito bela. — Eu sei. — ele disse coçando a nuca. — Mas ela não está aqui. — Enfim quando ela chegar eu volto... — se retirou. — Olha ela ali cara... — José sussurrou, para que Ron não ouvisse. Ele se virou e a viu chegando, ficou paralisado, completamente estático. Ela estava linda, usava um vestido preto com um decote longo em "v", que batia no meio das coxas, extremamente colado, deixando em evidencia as belas curvas que ela possuía.  Os cabelos cacheados estavam soltos e caiam como cascata pelas costas, ela usava sapato preto, com um salto bem alto. Estava extremamente sensual e ao mesmo tempo elegante, sem dúvidas alguma era a mulher mais linda da festa.  Depois que ele veio reparar que ela não vinha sozinha, ela estava acompanhada de uma mulher morena, também muito bonita. — Ela quer me matar... — ele passou a mão no rosto. Do outro lado. — Ai Any, olha pra toda essa gente! — Sabina dizia perplexa. — Eu nunca vi tanta gente chique na minha vida. — disse olhando para os lados. — Sabina, por favor, não vem dá uma de favelada. — Any rolou os olhos. — Nada de ficar olhando tudo maravilhada, como se fosse coisa do outro mundo, pelo amor de Deus. Essa é uma festa de gente elegante, não esqueça o que eu disse a você. — Relaxa, eu entendi. — a morena bufou. — Se joga mana, você está linda com esse vestido chique que nos alugamos, cuidado pra não manchar, por que temos que devolver eles como novos. — Any disse analisando-a. Sabina estava realmente muito bem. Usava um vestido creme, tomara-que-caia colado e na altura das coxas. Nos cabelos usava um r**o de cavalo, e uma franja reta e calçava um salto delicado.  — Hoje você vai voltar a viver, vai arrumar um homem rico e vai dar pra ele a noite inteira. — piscou. Sabina olhava a irmã com os olhos arregalados. — Any, está falando de... — Any a olhou, confusa. — Sexo? — É Sabina... — a olhando com cara de óbvio. — Sexo. — a cacheada riu. — Agora só falta você olhar pra mim e dizer que é virgem. — começou a rir. — É, eu sou mesmo.  Any parou de rir aos poucos e a encarou.  — Não me olha assim Any. — Sabina estava morrendo de vergonha. — Oh céus... — Any negou com a cabeça. — O negócio está mais feio do que eu pensava. — assentiu enquanto chamava um garçom, o mesmo se aproximou com a bandeja e Any pegou duas taças de champanhe. — Ok Sabina, esqueça o sexo. — ela deu a taça para a irmã. — Eu vou ver o que posso fazer por você certo? — Está bem. — a morena abriu um sorriso. — Venha, vou apresentar você a uns amigos meus. — avistou Noah, José e Joshua. — Nossa, isso é tão gostoso. — Sabina disse olhando a taça. — Isso é champanhe de verdade, não é aquela sidra que a gente toma no natal. — Any explicou olhando a taça. — Coisa de rico, benhê... — brincou e Sabina riu. — Vem. — chamou.
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