Capitulo 31

2377 Words
— Olha Sô, eu preciso ir, meu voo sai dentro de duas horas e eu preciso ir para o aeroporto. — Não Josh! — disse voltando a chorar. — ME LEVA TAMBÉM! — Sofya, eu vou trabalhar! — vendo-a se pendurar em suas pernas. — Para com isso, me deixa ir! — Me leva, eu juro que vou me comportar! — ela disse agarrada às pernas dele. — NÃO! — disse a soltando e colocando-a em cima da cama. Passou a mão nos cabelos, buscando paciência com aquela criança em um corpo de mulher. — Para com isso, agora! — suspirou e deu um beijo na testa da loira. — Eu estou deixando seu cartão de crédito aí, não fique me ligando todos os momentos por que nem sempre eu vou poder atender... Tchau, e se cuida! — saiu com a mala em uma mão e na outra a carteira. Sofya ficou observando-o sair e voltou a chorar. Não queria perdê-lo, não queria que ele a trocasse por aquela mulher, era muita humilhação para uma pessoa como ela, uma mulher de classe alta, que fora criada para ser esposa de um homem bem sucedido, e era isso que era ela, esposa de um homem bem sucedido!  E continuaria sendo, não seria uma pirralha cheirando a fraldas sujas que iria lhe tirar seu marido. Nem que pra isso ela precisasse fazer umas macumbinhas básicas para que caíssem os cabelos de Any Gabrielly. Pensou com os olhinhos brilhando. — Imagino como ficaria a Any Gabrielly completamente careca. — dando um sorriso animado. — Ficaria horrível. — olhando as unhas. — Bom horrível ela já é. Mas ficaria tão feia quanto o tio Chico da Família Adams. — Senhora... — ouviu a voz de Antônia. — Seu banho está pronto. — Sim, eu já vou, muito obrigada. — sorriu irônica e a empregada se retirou. Sofya levantou-se e decidiu tomar um banho e tirar essas ideias dementes de sua cabeça, Joshua podia comer Any Gabrielly à vontade, mas jamais a trocaria por tal v***a.  Era esposa e continuaria sendo, apesar das desavenças que estavam enfrentando ultimamente ele a amava e ela também o amava e seriam felizes para sempre como nos contos de fadas. ¨¨¨¨ No aeroporto Any estava extremamente ansiosa, m*l podia esperar para chegar a Paris! Estava com Sabina e Pepe que lhe faziam companhia até que Josh chegasse. — Nossa, onde está o Josh hein? — Any disse olhando no relógio com impaciência. — Relaxa Any, vai ver ele se atrasou. — Sabina disse sorrindo da afobação da irmã. — Não se preocupe, ainda essa noite estará na cidade luz. — Ai eu estou muito ansiosa para conhecer Paris! — disse arrastando o carrinho de sua mala pra lá e pra cá. — Eu jamais podia esperar que um dia pisaria na França ou em quaisquer outros pais que não fosse o Brasil. José e Sabina sorriram, logo o moreno enxergou Joshua se aproximando, carregando uma pequena mala. — Olha só quem está chegando. — apontou Josh.  Any sorriu entusiasmada, ele estava lindo com aquela blusa creme de mangas longas arregaçadas até o cotovelo, uma bermuda branca e um sapa tênis quase da cor da blusa, um pouco mais escuro, usava uns óculos aviador, o que o deixavam mais sexy àquela hora da manhã. . — Desculpem o atraso. — ele disse se aproximando e dando um selinho demorado na cacheada.  Sabina arregalou os olhos, até então não sabia que Any estava "ficando" com o chefe. — Pensei que não viria mais. — ela disse dengosa, cheirando o pescoço dele. — Está um gato. — Você também. — disse ele observando que ela estava com um shortinho jeans, com uma blusinha branca com detalhes vermelhos, e nos pés calçava um All Star  pink. Os cabelos estavam presos apenas pela metade em um r**o de cavalo, como ela sempre gostava de usar. — Está perfeita... — sussurrou e em seguida os dois se beijaram outra vez. Pepe fez um barulho com a garganta despertando os pombinhos. Os dois separaram rindo e Pepe apontou disfarçado para Sabina que estava chocada. — Sabina, é... Eu não sei se sabia, mas estou ficando com um Josh. — Any apontou o loiro deitando a cabeça no peito dele. — É eu não fazia ideia... — ainda perplexa. — E o senhor não era casado? Joshua engoliu o seco. — Correção: É casado, mas durante pouco tempo, já está em processo de divórcio. — Any mentiu, olhando as unhas. Sabina cruzou os braços, não podia acreditar que sua irmã estava tendo um caso com um homem casado, sabia que Any não tinha limite nenhum, mas isso era o cúmulo da pouca vergonha! O clima ficou extremamente chato. — Cara, vamos logo para a fila do check-in... — José chamou alegre. — Quanto mais rápido melhor. — Claro, já voltamos meninas. — os dois saíram. — Any você pode me explicar que merda é essa? — apontou os dois. — Você só pode estar brincando quando me diz que está saindo com esse cara, ele é CASADO, sua maluca! — dizia apontando a própria cabeça. — Menos Sabina. — Any rolou os olhos, entediada. — Josh e eu estamos apaixonados, e ele vai se separar da Sofya, ele ama a mim e eu estou louca por ele. — Não se iluda minha irmã! — Sabina a encarou. — Ele jamais vai largar aquela mulher por você. — E por que você diz isso? — Any ergueu a sobrancelha. — Por um acaso está dizendo que eu sou feia? — É claro que não! — Sabina rolou os olhos. — Mas ela é fina, elegante, é a mulher ideal para um cara como ele... Você não! Você é maluca, vive em festas, nunca quis saber de compromisso e vem se apaixonar logo por um homem casado? — Para de falar isso! — pôs a mão no rosto. — Joshua ama a mim! — apontou para si mesma. — Não importa se a Sofya é isso ou aquilo, ele está comigo e me ama como eu sou, e eu também o amo. — Papai e mamãe vão pirar quando souberem o que você anda aprontando Any Gabrielly. — negando com a cabeça. — Pois você não seria nem louca de contar! — a desafiou. — E por que não? — Papai e mamãe também odiariam saber que você é lésbica e dormiu com a Geraldão. — cruzou os braços, a encarando. — O que? — arregalou os olhos. — Eu não sou lésbica! E nunca nem dei moral pra Geraldão, você pirou? — Pois é, mas eles não sabem disso. — sorriu angelical. — Você é uma pequena diabinha Any! — a morena grunhiu. — Não vale nada! — Estou defendendo a minha relação com o homem que eu amo. E cada um luta como pode, a Geraldão me adora e não negaria um pedido meu, posso propor que se ela disser que dormiu com você, poderá ver os meus s***s como prêmio e ela aceitaria na hora! — piscou. — Certo Any! — rolou os olhos, vencida. — Da minha boca não sai nada!  Any a encarou, satisfeita.  — Só quero que tome cuidado e que não fique mais iludida ainda com esse cara... Não quero que você sofra, apesar de tudo é minha irmã e eu te amo! — deu um abraço nela. — Eu também te amo! — assim que soltou o abraço a cacheada sorriu bagunçando os cabelos da irmã. — E shiiu... Nem um piu aos nossos pais sobre isso, senão eu digo que... — Ok, eu já entendi. Depois de um tempo, Pepe vai chamar Any pedindo para que ela fosse ao encontro de Josh, a cacheada foi até ele e ao chegar lá ficaram abraçados, enquanto faziam o check-in. — Tenho medo que ele machuque a minha irmã. — Sabina suspirou observando os dois de longe. — Any está muito apaixonada. — É um risco que os dois estão correndo. — pôs a mão no bolso, enquanto abraçava a morena pelos ombros. — Vamos lá nos despedir deles, temos que voltar.  Sabina assentiu e os dois foram se despedir do casal. Em seguida foram embora. ¨¨¨¨ — Espero que eu não tenha feito você arrumar problemas com a sua irmã. — ele sussurrou no ouvido dela, enquanto sentavam nas cadeiras da sala de espera. — Que nada, ela só ficou um pouco surpresa, mas nada a ver. — deu de ombros, despreocupada. — Tem certeza? — Sim claro. — sorriu dando um selinho demorado nele. — Eu estou muito ansiosa, e muito feliz por estar fazendo essa viagem com você, meu amor. — mordeu o lábio. — Eu também estou muito feliz princesa. — piscou. O voo foi anunciado e os dois levantaram e caminharam em direção ao portão de embarque. Any estava maravilhada, m*l podia acreditar que estava indo para a França, e aquela viajem seria inesquecível! Entraram no avião e se acomodaram. — Amor, que horas que a gente vai chegar? — ela perguntou sorridente. — Bom, agora são onze... — olhando no relógio. — São oito horas de voo... Bom vamos chegar lá as dezenove horas no horário daqui e lá serão... — pensativo. — Vinte e duas horas. — concluiu com um sorriso. — Nossa... — ela arregalou os olhos. — Tudo isso? — Tudo isso. — ele riu encostando os lábios em um beijo calmo.  Ela sorriu e correspondeu ao beijo. Depois de alguns segundos separaram com um selinho e viram um garotinho de mais ou menos seis anos em pé na cadeira da frente os encarando. — Que nojento... — o pequeno fez uma careta enquanto mastigava um chiclete. — Sai daqui, seu pirralho. — Any deu o dedo para a criança, que ficou espantada. — Any! — disse abaixando o dedo dela, repreensivo. — É uma criança. A cacheada deu de ombros, odiava criancinhas, principalmente criancinhas intrometidas, na verdade ela não gostava de criança de jeito nenhum. — Você é chata! — o garotinho deu língua sem parar de olha-los. — E você também é chato! — ela disse cruzando as pernas e ficando na posição do índio na poltrona. — Não tem nada que ficar bisbilhotando os outros. — Any você é louca... — Joshua começou a rir. Ela se aconchegou no peito dele, dando língua para o pestinha que ainda os encarava balançando a cabeça pra lá e pra cá. Uma mulher muito bonita por sinal se aproximou. — Raimundo, sente direito querido. — ela disse ao menino, enquanto colocava a bagagem de mão na parte de cima da poltrona. Joshua a encarava fixamente, o que deixou Any um tanto irritada. — Bom dia. — a mulher os cumprimento arrumando o filho na poltrona.  Os dois sorriram e Any o fez com falsidade. — Para de olhar para essa mulher! — ela sussurrou batendo no braço dele que fez um biquinho de dor. — Ai benzinho... — acariciando o braço.  A cacheada o olhou com raiva, e cruzou os braços olhando a janela.  — Eu não estou olhando princesa. — Está sim, você estava olhando pra ela como se ela fosse uma rainha! — emburrada. — Any, isso é ridículo... — ele disse. — Não vamos estragar nossa viajem por essa besteira meu amor. — Pra você é besteira, pra mim não. — Ok, então me perdoa... — ele sussurrou no ouvido dela a beijando no ombro. — Eu só tenho olhos pra você. — ele garantiu, sem parar de beijar-lhe o ombro. Ela o encarou com um biquinho. — Jura? — disse o abraçando outra vez e lhe cheirando o pescoço. — Juro sim amor. — ele riu lhe dando um selinho. — Fica linda quando está com ciúmes. — apertou o nariz dela. — Eu não estava com ciúmes. — deu de ombros. — Então o que foi isso? — encarou achando graça. — Não sei, você estava olhando pra essa velha e eu não gostei! — ela sussurrou. — Que maldade Any. — rindo. — Ela nem é tão velha, deve ter uns trinta e nove... Está com tudo em cima. — a provocando. Ela lhe deu um pedala forte. — Ai! — acariciou a cabeça. — É brincadeira sua estressada. — Brincadeira é? — ergueu a sobrancelha e ele assentiu com um sorrisinho e sentiu seu celular vibrar. — Espera aí meu amor... — olhando o visor, era um número desconhecido. — Alô. — Josh? — ele reconheceu a voz da esposa e suspirou. — O que foi Sofya? — ele disse. Any rolou os olhos, entediada. — Você já está na França? — Como eu vou estar na França se sai daí não tem nem duas horas? — ele arregalou os olhos, quanta burrice. — Estou no avião, estamos esperando levantar voo, daqui a alguns minutos decolamos. — Ah tá, Josh, o Rupert está super triste por que você não quis nos levar. — ela disse chorosa. — Ele não quer comer. Se o meu filho morrer eu vou à França te matar. — Sofya, pelo amor de Deus... — ele suspirou. — Esse cachorro não tem nada, o que ele tem é frescura no cu. — disse simples. — Claro que não! — ela berrou e ele afastou o telefone do ouvido, assustado. — Ele é sensível está bem? — Para de gritar no meu ouvido c*****o! — Você está me maltratando Joshua! — ela gemeu. — Está tratando a mim e ao nosso filho m*l. — Olha Sofya, eu não estou com paciência pra discutir com você por telefone. Aliás, de onde é que você está ligando? Aqui apareceu numero desconhecido. — Como de onde? — ela arregalou. — Estou ligando da casa da minha mãe, Joshua Beauchamp, SUA SOGRA! Por um acaso não tem o número da minha mãe no seu celular? — ela berrava histérica. — Não, eu não tenho. — ele disse dando pouco caso. — Que droga Josh! — a loira estava vermelha pela raiva. — Você está me tratando como um monte de merda! — Não vem com drama Sofya, eu preciso desligar. — ESPERA! — berrou. — O que?
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