— Vou embora... — ele disse a encarando. Ela assentiu. Ele vestiu a bermuda em seguida a blusa. — Até mais! — deu um beijo nela, que apenas o olhava.
Ele pegou a carteira e as chaves do carro e saiu.
— Tchau Sina. — se despediu da loira e saiu.
— Bye... — acenou e foi ver Any. — Any? — disse batendo na porta.
— Entra Sina... — ela disse baixinho. Sina entrou.
— O que foi? Se veste sua tarada. — riu. — Vamos assistir ao filme. — chamou e viu que Any estava entristecida. — O que foi Any?
— Não sei... — suspirou olhando as mãos. — Não sei, hoje o Josh foi muito grosso comigo. — disse com o olhar perdido. — Parece que estava descontando alguma coisa em mim... — disse começando a chorar. — A relação doeu muito.
— OMG! — pôs a mão no rosto. — ESSE CALHORDA TE FORÇOU?
Ela negou.
— Então eu não estou entendendo.
— Ele foi com força, não ligou para o que eu estava sentindo, agiu como um macho no cio, fez anal em mim e ainda está doendo. E tirando que quando terminou foi embora sem perguntar como eu estava. Ele não é assim. Não é desse jeito, eu não sei o que aconteceu. — caindo no choro ainda mais.
— Não fica assim amiga. Todo homem tem um momento desses, vai ver ele estava chateado com alguma coisa, alguns homens acham que transando conseguem aliviar raiva, chateação, preocupação, enfim não é nada com você.
Any a encarou com tristeza.
— Eu estou com medo de ele me tratar com um lixo sempre. — soluçando. — Eu o amo muito, não sei se conseguiria suportar.
— Ele não vai fazer, por que tem amor a vida! Ele não é louco! Eu o mato com as minhas próprias mãos! — suspirou. — Olha já chega de chorar vaquinha, você anda muito sentimental Any. — a analisando. — Será que não está gravida?
— Se estivesse acho que meu filho não aguentou a pressão do papai agora. — sorriu de leve e Sina gargalhou.
— Bebês vem sem avisar, nunca se sabe. — maliciosa. — Vamos ver o filme?
— Tudo bem, vamos sim! — assentiu sorrindo.
¨¨¨¨
Joshua voltou para casa se sentindo melhor, pelo jeito Sofya estava dormindo, ótimo, não estava com paciência nenhuma, sentou no sofá da sala e ficou pensando em Any, que droga ele tinha se comportado como um animal com ela, até agora não entendia por que agiu daquela forma, mas precisava dela, precisava de uma forma que só ele sabia.
E o pior de tudo era que tinha machucado-a. Fora grosso ao ir embora assim que acabou de t*****r, como se ela não servisse para mais nada depois do sexo.
— Droga! — abaixou a cabeça nas pernas.. — O que deu em mim? — negando com a cabeça enquanto pegava o celular.
Discou o número dela e esperou chamar. Não demorou em que ela atendesse.
— Alô.
— Any... — ele não sabia nem por onde começar.
— Oi Josh.
— Eu... — respirou fundo. — Eu queria pedir desculpas... — disse rapidamente. — Digo, pelo que aconteceu hoje, agora pouco. Me perdoa por favor. — coçou a nuca. — Eu não sei o que deu em mim meu amor.
— Você está se sentindo bem Joshua? — ela murmurou.
— A Sofya me estressou muito, eu não aguento mais a minha vida Any, eu estava muito transtornado e descontei tudo em você que não tinha culpa de nada. Me perdoa princesa. Eu juro que não vai voltar a acontecer.
Any sorriu, ela estava chamando-a de princesa e a culpa de ele estar irritado não era dela, e sim de Sofya.
— Tudo bem Josh. — ela sorriu com os olhinhos brilhando. — É claro que te perdoou meu amor. — mordeu o lábio. — Te amo demais.
Ele sentiu como se uma manada de elefantes saíssem de cima dele, ainda bem que ela tinha perdoado-o por aquele deslize.
— Eu também te amo meu bem. Você é a mulher da minha vida.
— E você é o homem da minha vida. Não volta a fazer amor daquele jeito tá?
— Nunca mais. — ele sorriu da forma que ela falou. — Agora eu preciso desligar carinho. Até amanhã.
— Até bebê. — ele desligou sorrindo como um i****a.
Sentiu-se mais aliviado ao saber que ela não estava com raiva dele, estava muito arrependido pelo que fizera com a ela. Afinal ela não tinha culpa de seus problemas com Sofya, e era a única pessoa que o entendia. Teria que se controlar mais.
¨¨¨¨
Any desligou o celular sorrindo malvada, não seria tão simples assim, Joshua Beauchamp teria um castigo bem merecido. Apesar de se sentir feliz por ele demostrar preocupação com ela as coisas não podiam ser assim.
Tinha que tomar as rédeas da situação. Senão ele poderia achar que podia fazer o que quiser com ela. O sinal abriu e ela dirigiu até sua casa, estava exausta.
¨¨¨¨
No dia seguinte, na empresa. Joshua chegou à cafeteria e viu Any conversando com uma das garçonetes animadamente no balcão, enquanto tomava uma xícara de café. Ele se aproximou e puxou um banquinho pra sentar ao lado da cacheada.
— Oi meu amor. — ele murmurou roucamente no ouvido dela.
— Está louco? — ela arregalou os olhos. — Quer que alguém escute é?
— Ninguém ouviu. — abriu um sorriso simpático à garçonete e negou com a cabeça afirmando que não queria nada. — Como você está?
— Bem, não é? — ela disse tomando um gole de café. — Apesar de você quase me matar ontem, eu estou viva. — ele passou a mão no rosto e ela se levantou. — Tchau Daiane! — se despediu da garçonete. — Valeu aí! — se levantou e ele foi atrás prontamente.
A garçonete encarou os dois entrando no elevador com desconfiança, não só ela, mas todas as pessoas já estavam desconfiando de todo aquele grude do presidente com a secretaria, tirando que só viviam de cochichos pelos cantos da empresa.
Enfim aquilo não era da conta de ninguém, mas que encabulava a todos, isso sim.
Quando os dois chegaram ao escritório Any sentou-se em sua cadeira e fez uma careta devido a dor no bumbum.
— Any, me desculpa. — ele pediu se debruçando na mesa a encarando. — Me perdoa por ontem, eu sei que eu fui um filho da p**a em agir daquele jeito com você. Mas eu estava cego de t***o, estava com raiva da Sofya. — ele suspirou enquanto distribuía beijos pelas delicadas mãos da garota.
Ele estava um tanto perturbado por se desculpar e ela viu que o coitado estava sendo sincero.
— Bom, eu já disse pra você que não tem nada demais Beauchamp. — ela suspirou.
— Pois eu quero que me diga olhando nos meus olhos que me perdoa e que isso vai fazer parte do passado.
— Pois eu digo que lhe perdoou e que isso faz parte do passado. — abrindo um sorriso e mordendo o lábio em seguida, sem deixar de encara-lo.
— Tem certeza? — abrindo um sorriso de orelha à orelha.
Any assentiu e começou a morder a cordinha do cordão que usava.
— Meu amor eu não quero que você fique achando que eu vou te tratar desse jeito sempre. Foi um deslize.
— Bom, eu não gostei nada da forma que você me comeu ontem. — disse com cara de coitada. — Além de ter doído, você foi um grosso ao me deixar lá jogada depois do sexo. — cruzou os braços. — Mas eu entendo que você estava estressado e um pouco alterado, mas quem o culpa? Aquela sua mulher é completamente descontrolada. — se levantou e arrodeou até a mesa caminhando até ele. — Mas nunca mais na sua vida... — ela apertou o m****o dele. — Você me trate daquele jeito. — disse mansa, enquanto apertava o m****o dele nas mãos.
— Ai Any! — disse vermelho. — Você está maluca?! — se contorcendo de dor. — SOLTA MEU p*u!
— Está doendo? — ela sussurrou, o vendo assentir. — Pois doeu mais ontem! — deu outro apertão, fazendo-o gemer e revirar os olhos. — Seu canalha! — soltando e roçando os lábios com os dele, beijando em seguida.
Ele passou a mão na cintura dela e a acariciou aprofundando o beijo, aquela mulher o enlouquecia de uma forma única.
— Nunca mais farei algo semelhante. — apertou o narizinho dela ainda com uma certa careta de dor.
Any sorriu com os olhos brilhando.
— Acho muito bom. — ela o encarou. — Ah quase me esqueço de dizer... Estou começando hoje um grave de sexo. — ele arregalou os olhos.
— VOCÊ O QUE? — ele berrou completamente desesperado.
— Isso mesmo Joshua. — ela disse arrumando as pastas nas gavetas. — O que você fez ontem não pode ser resolvido apenas com desculpas, merece um castigo.
— Mas meu amor, eu pensei que eu... — ela o interrompeu.
— Eu realmente o desculpei meu amorzinho. — sorrindo de uma forma meiga. — E pra mim não importa o que se passou ontem, mas que você vai ficar sem sexo durante uma semana, isso vai. — dando um selinho nele, que ainda não estava acreditando.
— Any, eu não vou aguentar ficar sem t*****r durante uma semana. Isso é demais meu amor. — disse caminhando atrás dela, que adentrava em sua sala para deixar as pastas. — Você não precisa pegar tão pesado assim meu bem, eu sei que fiz m*l, mas você bem que podia aliviar... Uma semana é demais.
— Uma semana e está decidido! — colocando as pastas em cima da mesa dele. — Você aguenta sim, não seja exagerado Josh.
— É claro que eu não vou aguentar! — ele gemeu choroso. — A gente faz amor praticamente todos os dias!
— Bom, você ainda tem a coelha não é? — disse se fingindo de desinteressada, mas estava bastante incomodada com a possibilidade de ele se deitar com Sofya.
— Você sabe que eu não estou mais transando com a Sofya! — passou a mão nos cabelos, com aperreio. — Que ela não me atrai mais em nada, você sabe disso Any.
— Bem, então sua mão não vai negar companhia meu amor. — ela sorriu e piscou. — Até logo chefinho... — saiu rebolando, deixando-o babando em seu bumbum.
Ele não podia acreditar que Any estava fazendo essas greves ridículas de sexo, não era possível.
— Minha mão é? — olhando as mãos, em seguida olhando a porta, tristemente. — Pior que eu prefiro a mão ao invés da Sofya. — disse sentando em seu lugar e rodando a cadeira, fechou os olhos tentando esquecer aquele assunto ridículo de greve.
¨¨¨¨
Os dias foram se passando, Any e Joshua sempre se pegavam dando amassos dentro dos elevadores, na sala dele, no apartamento dos dois. Apesar dos amassos serem bastante excitantes, não passavam de amassos, afinal, Any insistia na historia da greve de sexo, coisa que estava deixando o loiro completamente louco.
Apesar de não estar transando com Any ele não tentava nada com Sofya, inclusive não estava mais dormindo com a loira, tinha se "mudado" para o quarto de hóspedes, pois os dois estavam brigados desde o dia da discussão. Ele não estava dando a mínima, inclusive já tinha se decidido que iria se separar de Sofya assim que chegasse da França.
Any por sua vez, estava se sentindo satisfeita ao saber que Joshua e Sofya já não estavam mais partilhando a mesma cama. Coisa que a deixava muito aliviada.
Sofya, estava cada dia mais surtada... Any Gabrielly adorava irrita-la! Adorava esfregar na cara dela que era a amante de seu marido e que Josh a preferia, sempre manchava as camisas de Joshua com batom, e fazia de propósito para que ela visse!
Tirando que sempre encontrava nos bolsos dele notas de presentes caríssimos para a cacheada, joias, roupas de grife, FLORES! Sim ele mandava flores toda hora para a v***a! A fatura do cartão de crédito de Any Gabrielly era altíssima, um verdadeiro absurdo!
Tirando que quando ela telefonava para o marido a vagabunda fazia questão de atender e fingir uma voz de sono. Odiava aquela garota com todas as suas forças, e se pudesse a matava com suas próprias mãos.
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— Eu não entendo por que eu não posso ir junto! — Sofya berrou, desfazendo as malas de Joshua pela terceira vez.
— Para de desfazer minha mala Sofya! — ele disse impaciente, voltando a colocar as roupas dentro da pequena mala vermelha.
Sofya o encarou e respirou fundo começando um choro dramático, Joshua rolou os olhos.
— Você é um cavalo Josh... — dizia com o rosto banhado de lágrimas enquanto sentava-se na cama. — Eu não sei onde foi parar meu coelhinho, porque você é um cavalo! — apontou.
— Eu não sou um cavalo, acontece que você adora me provocar. — disse sentando ao lado da loira. — Que merda, eu sempre fiz todo o tipo de viagens de negócios, sempre levei a Cecília comigo, e você nunca ficou dessa forma!
—Mas a Cecília não é oferecida como essa Any Gabrielly! — disse soluçando. — Ela não é peituda, não é bonitona como essa garota! É muito diferente. Resumindo, a Cecília não é sua amante!
Ele arregalou os olhos.
— Você precisa dormir. — disse assustado. — Precisa de um calmante. — dando um sorrisinho falso ignorando-a.
Que merda! De onde Sofya arrumou isso agora? Não podia ser, mas se ela já soubesse que estava com Any, seria ótimo, pois não precisaria explicar muito.
— Não, o que eu preciso é do meu marido! — ela disse apontando pra si mesma. — Meu marido, ou seja, VOCÊ! — apontou pra ele.