Capitulo 28

2470 Words
— Eu sei. — ela assentiu abrindo um sorriso. — Você faz o que você achar que é melhor, eu vou estar aqui para te apoiar em qualquer decisão que você tomar, beleza? — Any assentiu. — Agora vamos comer p*****a! — Vamos v***a! — começou a rir e deu um pedala na loira. As duas terminaram de comer e depois foram para a piscina do condomínio, que era maravilhosa. Nem nos sonhos mais profundos imaginavam um dia em um lugar daqueles. — Preciso de uma casa nesse condomínio. — Sina analisou enquanto passava bronzeador em seu corpo. — Pede para o Noazinho te dar um apartamento aqui quando vocês se casarem. — Any gargalhou. — Vamos ser vizinhas. — piscou com um sorrisinho. — E eu estou começando a gostar da ideia... — disse deitando novamente no deck. — Mas Noazinho e eu ainda estamos naquela fase de nos conhecermos melhor. — piscou. — Vou aguardar um pouco antes de começar a extorqui-lo. — Tá né. — Any disse prendendo o riso e se levantando. Deu um mergulho e nadou um pouco. — Ei sua vaca! — Sina disse do deck.  Any parou de nadar e se apoiou na borda da piscina.  — Nos vamos dormir aqui hoje? — Sim! — Ahh que mara! — com os olhinhos brilhando. — Podemos assistir aquele filme que alugamos antes de ontem, ou você já devolveu? — Não, ainda está aí. — disse dando outro mergulho. — Mas hoje creio que você vai precisar dormir no quarto de hospedes. — Por quê? — Sina a encarou. — Ele vai vir? — Não sei. — suspirou. — Mas segundo ele faria o possível! — sorriu mordendo o lábio. — E se ele vier... Sabe não é? Vai querer t*****r. — piscou. — Aff, então faz o favor de gemer pelo menos baixo. — disse fechando os olhos.  Any gargalhou.  — Eu sei que você é escandalosa pra p***a, ninguém merece. — Não posso evitar. — Any fez carinha de anjo. — Ou então podemos fazer uma surubinha. — disse a loira com um sorrisinho. — Mas nem pensar, sua v***a. — Any lhe deu o dedo. — Ele eu não divido com você! — Galinha egoísta. — disse dando a língua.  Any riu negando com a cabeça. — Mas talvez ele nem venha. — disse saindo da piscina. — Ele não deu certeza, então é provável que fique com a maldita coelha! — pegou a toalha e enxugou o rosto. — E falando na coelha, o que será que aquela praga está fazendo agora? — a loira sorriu.  Any deu de ombros. — Não sei, não quero saber, e tenho raiva de quem sabe. — voltando a deitar no deck. As duas ficaram mais um tempo na piscina e depois subiram. ¨¨¨¨ Enquanto isso, na casa dos Beauchamp. — Ai meus cabelos... — Sofya repetia chorosa enquanto Anabela penteava os fios loiros. — Ela arrancou meus cabelinhos. — AI! — gemeu. — Cuidado aí Joalin! Não vê que eu estou sensível? — Sofya você não tem noção do ridículo mesmo. — dizia Joalin, enquanto colocava uma compressa de gelo na maçã do rosto de Sofya, que já estava roxa devido ao murro que Any tinha lhe dado. — O que você tem que ir lá implicar com a menina? — AQUELA p*****a É AMANTE DO MEU MARIDO! — berrou. — AMANTE! — PARA DE GRITAR! — Joalin repetiu no mesmo tom.  Sofya se encolheu.  — Você não tem vergonha na cara? Você tamanho uma senhora de vinte e sete anos, arrumando briga com uma adolescente em um shopping, tem noção de como você foi ridícula Sofya? — Ela não é uma adolescente! — Sofya começou a choramingar. — Ela tem vinte anos, já não é mais criança. — Na sua frente ela é um bebê... É praticamente uma nenézinha, ainda é muito nova! — negando com a cabeça. — Mas ela é mais bonita que a Sofya. — Hina disse distraída.  Sofya arregalou os olhos e encarou a amiga, perplexa. Hina a encarou e sorriu sem parar de pentear-lhe os cabelos, parecia não notar que tinha irritado a amiga com seu comentário inocente. Joalin prendeu o riso. — O QUE? — Sofya berrou fazendo Hina dar um pulo. — O que Sofya? — O QUE DISSE? — a loira dizia vermelha. — ELA É MAIS BONITA DO QUE EU? — Ah eu acho. — Hina disse dando pouca importância. — Mas você também é bem bonita! — sorriu voltando a mexer no cabelo da amiga. — Chega de drama Sofya, me deixa ver como está essa sua cara. — Joalin disse analisando. — Nossa você apanhou legal da pirralha hein Sofya? Está muito roxo isso aqui. — Ela é uma cachorra do mato. — pôs a mão no rosto. — Ai eu vou desmaiar... — com sua frescuras. A porta se abre e Joshua entra. — Meninas, podem, por favor, dar licença? — ele disse forçando um sorriso. — Preciso ter uma conversa com a Sofya. — Claro. — elas disseram em um uníssono.  As duas se despediram de Sofya e saíram. — Agora eu creio que podemos conversar sobre isso. — ele pôs a mão no bolso. — Pode me explicar por que agrediu e humilhou a Any? — ele parecia chateado. — PORQUE EU JÁ ESTOU CHEIA DESSA MULHER! — ela deu um grito. Joshua tapou os ouvidos. — PARA DE GRITAR! — ele berrou. — Que merda Sofya, você parece uma criancinha de seis anos, cresce pelo amor de Deus, você já tem quase trinta anos. A loira se encolheu e começou a chorar, tinha vontade de jogar tudo na cara daquele cachorro, sem vergonha, que ela só fez isso por que sua maldita amante lhe tirava do sério. Mas ela não podia, seu sexto sentido lhe dizia pra esperar. — Essa mulher dá em cima de você toda hora! — disse ela. — Eu não sou obrigada a gostar dela! — Não goste então! — ele berrou. — Não é porque você não gosta dela que tem o direito de ir importuná-la a hora que bem quiser. Respeita as pessoas Sofya! — Quem é você pra falar de respeito Joshua? — ela disse amarga.  Ele engoliu o seco. — Como é que é? — confuso. — Nada, eu estou sensível. — disfarçou deitando-se na cama com a compressa de gelo na bochecha. — Ela também não é inocente, olha o que fez comigo! Me agrediu como um animal! — apontou sua bochecha roxa. — E por que será que ela fez isso? — ele ironizou. — Não me interessa, eu não me arrependo de nada do que eu fiz. Eu não gosto dessa menina, quero ela longe de você! — apontou. — Any é minha secretária, e nós dois trabalhamos juntos! — ele coçou a nuca andando de um lado para outro. — Temos que ficar juntos em todos os momentos... Você vai ter que se conformar! E outra, eu não quero mais ver você e nem a Clarice falando m*l da Any por aí, a dona Clarice já é uma senhora de idade, deveria se envergonhar, parece que não sabe fazer outra coisa além de falar m*l dos outros. — reclamou enojado. — A próxima vez que acontecer algo do tipo eu vou tomar sérias providencias Sofya, eu espero que você fique consciente! — ele saiu e bateu a porta com força. Sofya se pôs a chorar, ele tinha defendido-a! Tinha defendido aquela vagabunda! Ela não podia acreditar. ¨¨¨¨ O fim de semana se passou voado. Segunda-feira, Joshua chegou ao escritório e viu Any como sempre organizando as pastas e a mesa dele. Sem pensar em mais nada largou a maleta no estofado e a abraçou por trás beijando o pescoço da cacheada. Ela sorriu e se virou. Os dois se beijaram com saudade e carinho, alguns segundos depois ela separou, mordendo o lábio. — Como você está? — ele perguntou carinhoso. — Bem. — disse segurando a gravata dele. — Um pouco desapontada por que você não ficou comigo no fim de semana, mas faz parte não é? — disse o puxando para outro beijo. — Você sabe que se eu não estivesse com aquele monte de papéis pra revisar eu não contava nem até três pra ir atrás de você meu amor. — ele sorriu. — Mas eu estava cheio de trabalho. — Eu sei amor. — E eu queria também pedir desculpas pelo showzinho da Sofya no shopping. — ele passou a mão nos cabelos. — Eu não esperava que ela fizesse algo do tipo. — Ela me ofendeu muito. — disse com cara de coitada. — Eu nunca fui tão humilhada em toda a minha vida. — olhou as mãos com falsa tristeza. — Não fique assim meu bem. — ele a abraçou. Ela sorriu satisfeita e disfarçadamente, enquanto afogava a cabeça na curva do pescoço dele e sentia seu cheiro masculino.  — Eu já conversei com a Sofya e ela não vai mais fazer nada parecido. — Promete? — Prometo. — sorriu e lhe deu um selinho demorado. O elevador se abriu e por ela passou o mesmo rapazinho do outro dia, novamente segurando um buquê enorme de flores. — O que é isso hein? — Joshua disse apontando e em seguida se aproximou. — Um entregador... Dã! — riu se aproximando com ele. — Pois não, em que podemos ajudá-lo? — ela disse sorridente. — Any Gabrielly outra vez. — ele sorriu abertamente.  Any encarou Joshua sorrindo confusa.  — Pode assinar aqui? — Mas é claro. — sorriu e assinou. O rapaz entregou as flores, Josh olhava a cena com um bico na cara, dessa vez ele não tinha mandado raio de flor nenhuma, quem era o engraçadinho que estava mandando flores para sua mulher? — Obrigado, tenham um bom dia. — o rapaz se despediu e se retirou. — Não precisava meu amor. — ela disse com um sorriso enorme. — São lindas! — Não fui eu quem mandou! — ele cruzou os braços. — Como não? — ela disse encarando as flores. — Então quem foi? — pegando o cartãozinho amarelo que ali estava. O abriu e começou a ler sob os olhares atentos de Josh. — Um agrado a mais bela flor que existe, és delicada, sensível e bela ao extremo, você é linda demais... Ron... — ela começou a tossir e Josh pegou o cartão e terminou de ler. — Beauchamp. — ele finalizou. — Que p***a é essa Any?! — apontando o cartão. — Eu não sei Josh. — ela engoliu o seco. — Pra que diabos meu pai está mandando flores com cartõezinhos românticos pra você? — EU-NÃO-SEI! — disse pausadamente. — Quer que eu desenhe? — rolou os olhos, pondo as flores em cima da mesa. — Não vai jogar no lixo, como fez com as que eu te dei? — ele disse cego de ciúmes.  Não podia admitir que seu próprio pai, que por sinal nem separado de sua mãe era, ficasse dando em cima de Any, que tinha idade pra ser filha dele, e também era sua mulher! — Não Josh, eu não vou jogar. — rolou os olhos. — E pode ir parando com essa sua ceninha, que eu não gosto dessas coisas! O telefone tocou e a cacheada atendeu formalmente. — A&D presidência. — sentando-se na cadeira. — Bela Any Gabrielly... — reconheceu a voz, era seu "sogro". — Senhor Beauchamp. — engoliu o seco e Josh pôs o telefone no viva voz. — Como está senhor? — Muito bem, e, por favor, não me chame de senhor. — ele disse dando uma gargalhada rouca.  Joshua não estava acreditando naquilo.  — Eu me sinto mais velho do que o que eu realmente sou. — Imagine. — Any acalantou a garganta, aquela era uma situação bastante desagradável. — Suponho que já tenha recebido as flores que lhe mandei. — ele disse. — Oh sim... São de muito bom gosto e muito lindas, não precisava se incomodar senhor. — Imagine, incômodo nenhum. Eu quero conversar com você qualquer dia desses, afinal temos um assunto em pendencia.  Joshua arregalou os olhos e tomou o telefone dela. — Papai pode ligar dentro de dois anos? — disse irritado e antes do pai responder ele desligou. — Que p***a de assunto é esse? — ele bateu na mesa extremamente irritado.  Any suspirou. — Josh, você sabe que o seu pai só vive dando em cima de mim. — ela rolou os olhos. — Ele quer algo a mais. — vermelha. — COMO É? — berrou. — É... Mas eu já disse que não tem chance nenhuma, eu já estou apaixonada pelo canalha filho... O canalha pai eu dispenso. — sorriu e ele passou a mão no rosto andando pra lá e pra cá. — Mas pelo jeito ele ainda está querendo algo mais. — riu de leve. — E por que você dá corda pra ele? — perplexo. — Sabia que ele tem idade de ser seu pai? — Explique isso pra ele. — disse prendendo o riso, enquanto observava o aspecto ciumento do loiro. — Meu amor, você sabe que eu jamais teria nenhum tipo de relação com seu pai. — se levantou. — Eu estou completamente apaixonada por você, e também tem a sua mãe. — o abraçou. — Mas também eu não posso tratá-lo como se fossemos inimigos de morte. Afinal de contas eu preciso continuar trabalhando. — Não quero ver ele perto de você. — disse a apertando mais contra ele, ela assentiu feliz por ele demostrar que se importava com ela.  O telefone toca outra vez.  — EU ATENDO! — disse avançando no telefone.  Any sorriu beijando o pescoço dele.  — Alô! — Joshua, que gracinha foi essa de desligar na minha cara?! — o homem dizia irritado. — Onde está o seu respeito por mim moleque?  Any ouvia tudo prendendo o riso, afinal o telefone ainda estava no viva voz. — Foi m*l pai, mas eu precisava falar com a Any urgente. — ele rolou os olhos. — E onde a Any está? — Foi resolver um assunto pra mim. — mentiu. — Pra que ligou? — Liguei pra falar com você a respeito do congresso de arquitetos. Any fez um gesto avisando que ia ao banheiro e ele assentiu.  Foi rapidamente no banheiro, estava começando a se preocupar com Ron, não queria que esse homem ficasse no seu pé toda hora, tinha medo que essa insistência por ela pudesse atrapalhar sua relação com Josh e teria que dar um jeito de cortar o belíssimo coroa. Terminou e lavou as mãos, saindo em seguida.  Ao voltar encontrou Joshua apoiado na sua mesa, pensativo.
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