— Sei... Canta muito bem neném. — lhe deu um selinho demorado.
— Você acha? — ele assentiu. — Obrigada. — mordeu o lábio.
— De nada. — apertou o nariz dela. — Vai lá que eu seco e guardo esses pratos.
— Ok, eu não demoro.
Any saiu e Joshua colocou tudo na secadora, depois guardou.
Não demorou e os dois já estavam a caminho da empresa outra vez, pararam na farmácia para que Any tomasse uma pílula anticoncepcional instantânea (a famosa pílula do dia seguinte).
— Você vai ficar com uma cópia da chave do apartamento. — ele disse enquanto saiam da farmácia.
Ela assentiu com os olhinhos brilhando.
— Pode ir pra lá sempre que quiser.
— Posso dormir lá?
— Claro que sim meu amor, que pergunta, ele é seu. — ele riu. — Sabe vir sozinha?
— Sei sim! Eu posso trazer a Sina comigo?
— Pode sim, mas nada de festinha viu?
— Ah, cortou o meu barato. — disse rindo, ele negou com a cabeça. — E quando vai vir ficar comigo? — ela mordeu o lábio.
— Sempre que eu puder meu bem, vou tentar dar uns perdidos na Sofya pra ficar mais tempo com você.
Ela assentiu sorrindo satisfeita.
¨¨¨¨
A semana passou rapidamente, era sábado e Sina e Any estavam no shopping gastando dinheiro. Josh tinha lhe dado um cartão com um limite altíssimo e as duas estavam fazendo a festa.
— Ai meu Deus, como é bom ser rica! — Sina riu, enquanto olhava umas roupas de uma loja caríssima. — Olha que blusa f**a! Vamos entrar aqui.
— Vamos!
As duas entraram na loja e logo uma magricela rabugenta vem atendê-las.
— Em que posso ajuda-las? — disse com um sorriso falso.
— Pode me dizer o preço dessa blusa dourada? — Any perguntou apontando.
A vendedora a encarou e a olhou de cima a baixo, sem tirar o sorriso falso.
— É muito cara. — foi apenas isso que ela disse.
— Não estou perguntando se é cara querida, estou perguntando quanto é! — disse no mesmo tom.
— Trezentos e noventa reais. — disse balançando o pé impaciente. — Acho que você não teria como pagar esse preço em uma única blusa.
Any ficou surpresa, qual é? Tinha ouro naquela blusa? Apesar da surpresa não deixou transparecer.
— Esse é o seu caro? — riu. — Pois bem, eu vou levá-la.
A mulher arregalou os olhos e assentiu.
— Pode empacotar, por favor, queridinha? — disse com a expressão seria.
— É claro, me acompanhe, por favor. — disse com um suspiro.
— Acha que cabe em você? — Any sussurrou, enquanto caminhavam.
— Eu tenho certeza que sim! — Sina disse com os olhinhos brilhando. — Any sua louca, é cara demais, não precisava!
— Não quero saber, enquanto o Joshua não me assumir esse vai ser o castigo dele, me encher de luxo! — deu um risinho malicioso.
A vendedora empacotou e Any efetuou o pagamento, a mulher ainda a encarava sem reação.
— Obrigada e volte sempre. — disse entregando a sacola.
— Ah vou voltar, mas não vou comprar nada com você, sua magrela! — pegou a sacola e saiu deixando a vendedora irritada.
— Any você não vale nada! — Sina disse rindo enquanto saiam da loja. — Você é a melhor!
— Ninguém me humilha! — cuspiu. — Aqui está sua blusa, ela é linda! — sorriu entregando a sacola.
— Aii, valeu! — a abraçou de lado. — Ai meu Deus, que sorte você tem, um gato daqueles, cheio do dinheiro, que te banca em tudo Any, p**a que pariu. Vamos trocar de lugar!
— Não mesmo. — disse com os olhinhos brilhando. — Eu o amo e você sabe. — ela sorriu. — m*l vejo a hora de casar com ele e viver feliz pra vida inteira.
— Não vai demorar, ele já comprou até a casa de vocês! Vê se pode, se um homem me desse um apartamento daqueles, um cartão desses e sexo ardente não precisava nem casar, já estava ótimo pra mim.
— Mas eu não quero só isso, não quero ser a outra a vida inteira. E ele sabe.
— Ok amiga, eu sei. E ele não vai aguentar a loira burra lá por muito tempo. Vamos ali, olha que coisa fofa... — mostrando as roupinhas de bebê.
Any sorriu.
— Acho que o Josh não quer ter filhos comigo... — mordeu o lábio.
— Por quê?
— Não sei, a gente fez amor sem proteção e ele ficou muito nervoso apenas com a ideia de eu ter engravidado.
— Ah amiga, mas releva não é? — a loira dizia olhando a vitrine. — Faz pouco tempo que vocês estão juntos, ele pode querer esperar um pouco mais, vai ver ele só quer quando já estiver livre da coelha.
— Você acha? — Any murmurou.
— Mas é claro que sim amiga. — piscou.
— É, você tem razão. Vai ver isso é coisa da minha cabeça. — ela negou rindo. — Vamos comer alguma coisa? Estou morrendo de fome.
— Vamos sim. — Sina assentiu.
As duas chegaram à praça de alimentação e foram fazer os pedidos. Pegaram a comida e escolheram uma mesa afastada.
Em outra mesa, por ali.
— OMG! — Sofya berrou assustando as amigas.
— Ai Sofya para com esses gritos ridículos. — Joalin reclamou mexendo no celular.
— Olhem ali meninas, aquela c****a! Ela está ali. — apontando.
— E parece que está fazendo compras. — Hina disse.
Sofya olhou no chão e viu um monte de sacolas de lojas chiquérrimas, sua boca foi ao chão.
— De onde ela arrumou dinheiro pra comprar Calvin Klein ? — disse perplexa. — Essa garota não tem dinheiro nem pra comprar na Colcci.
— Sabe Sofya, ela tem um amante rico! — Joalin gargalhou. — E é seu marido. — disse maldosa.
— Oh não, ela está gastando o dinheiro do meu marido! — pôs a mão na boca. — Ela arranhou meu coelho todinho um dia desses. — chorosa.
— Sexo selvagem. — Joalin fez uma garrinha, imitando uma onça fazendo Sofya ficar irritada.
— JOALIN CALA A BOCA! — levantando. — Ela vai ver só! — indo até a mesa de Any.
Any estava rindo de algo que Sina tinha dito quando sentiu uma presença ao seu lado, se virou para olhar e deu de cara com Sofya, a olhando com cara de poucos amigos enquanto batia o scarpen n***o da Carmen Steffens no chão, fazendo um barulho irritante.
— Senhora Beauchamp. — Any abriu um sorriso muito do seu falso. — Que prazer em vê-la por aqui. — rolou os olhos disfarçadamente para Sina, que já tinha entendido que aquela loira era a chifruda a qual Any botava galha.
Tinha que admitir que era bonita, mas Any dava de dez a zero naquela mulher, sem sombra de dúvidas.
— Não me venha com falsidade Any Gabrielly. — a loira disse sem expressão. — O que está fazendo aqui? — cruzou os braços.
— Bom, eu acho que isso não lhe diz respeito, pode, por favor, sair de perto de mim? — disse a ignorando e dando uma garfada em sua salada.
— Me diz respeito sim! — disse irada, olhou para os lados em busca das amigas.
Hina continuava comendo e Joalin falava ao celular. Que ódio, não estavam nem se importando se ela estava desafiando sua rival ali, não estavam a ajudando em nada, aquelas traidoras!
— Não diz respeito nada, você não tem nada que estar aqui me importunando, hoje é sábado, estou no meu dia de folga e estou passeando com a minha amiga, será que você pode sumir daqui?
— Olha lá como você fala comigo, Any Gabrielly, eu exigo que me explique de onde você arrumou dinheiro pra fazer compra em todas essas lojas?! — apontou as sacolas no chão. — Diga, é o dinheiro do meu marido não é?
— Escuta aqui minha filha. — Sina se pronunciou, extremamente entediada. — Por que você não vai procurar o que fazer e para de se meter aonde não é chamada?
— E quem é você? — Sofya pôs a mão na cintura. — Alguma outra periguete que dá em cima do meu marido? Ah já sei, as duas querem tomar meu lugar.
Sina e Any se entreolharam. Não era possível, aquela mulher existia mesmo? Sem segurarem mais o riso, começaram a rir escandalosamente, fazendo Sofya se irritar.
— De quem estão rindo? — berrou vermelha.
— De você sua i****a! — Any respondeu a olhando, sem parar de rir.
Sofya perdeu a paciência e voou em cima dela.
— Sua p*****a! — disse se atracando nos cumpridos fios cacheados de Any, e a puxando pra lá fazendo a garota gemer de dor.
Todos olhavam a cena, espantados.
— Me solta sua coelha filha da p**a! — disse se levantando. — Está me machucando!
— Você não vai tirar meu marido de mim Any Gabrielly! — disse agora puxando os cabelos de Any com as duas mãos.
— Solta a minha amiga, sua aberração. — Sina disse a tirando de cima de Any.
— Escuta aqui Sofya! — Any disse arrumando os cabelos. — Eu não brigo com puxões de cabelo não, querida, a minha briga é na porrada, vale tudo! — disse se aproximando dela. — Eu aprendi a brigar com os moleques da minha rua e se eu te pegar eu te dou uma surra aqui, pra todo o mundo ver, você não vai aguentar nem ficar em pé depois, sua v***a m*l-comida! — disse com um sorriso vitorioso nos lábios.
Sofya a encarou surpresa e estupefata. Todo mundo olhava o barraco de olhos arregalados.
— Abusada! — disse dando uma bofetada estalada no rosto de Any, fazendo a mesma fechar os olhos e respirar fundo.
— Me diz que você não fez isso... — Any deu um sorrisinho diabólico fazendo Sofya se tremer toda. — Filha da p**a! — dando um murro na cara da loira fazendo a mesma cair, depois montou em cima dela a enforcando. — NINGUÉM ME BATE, SUA DESGRAÇADA!
Sina ria.
— Solta a minha amiga! — Hina disse dando pinotes, tentando fazer com que Any soltasse a amiga.
— Deixa elas brigarem! — Sina disse tirando Hina de cima. — Sua amiguinha não tinha nada que vir aqui provocar a minha. — apontou as duas.
Dessa vez Any já tinha tirado a mão do pescoço de Sofya e agora lhe dava uma bofetada digna na cara. Sofya puxava os cabelos da cacheada, enquanto dava gritinhos.
— Mas ela vai matá-la. — disse olhando, depois se virou para Sina que continuava rindo da confusão. — Oi sou Hina! — estendendo a mão. — Adorei seu cabelo, que cor é?
— Loiro perolado. — disse estranhando e apertando a mão da japonesa, qual é? Ali só tinha retardada ou o que?
Hina sorriu. Logo dois seguranças do shopping chegaram para separa-las, não era possível que duas moças pudessem formar tamanha balburdia.
— Nunca mais chegue perto de mim, sua vaca! — Any cuspiu. — A próxima vez que tocar em mim eu vou te mandar para o inferno com passagem só de ida! — apontou.
— Vagabunda! — Sofya disse, chorosa. — Olha o que você fez com meus cabelinhos. — começando a chorar enquanto tocava nos cabelos. — ASSASSINA DE PENTEADOS! — berrou.
De longe Joalin observava a amiga morrendo de vergonha, Sofya era doente.
— Chega senhoritas! — o segurança disse, tentando acalma-las.
— SENHORA! — Sofya enfatizou, dando um sorriso debochado. — Sou uma senhora casada, e muito bem casada! — mostrando a aliança. — E meu marido é muito apaixonado por mim, entendeu? — berrou, fazendo uma careta, pelas dores em seu rosto.
— É mesmo? — Any cruzou os braços, sentindo pena daquela pobre coitada.
— Sim! — disse irritada pela forma que Any a olhava. — E hoje acasalamos a noite inteira, pra sua informação! — gritou pra todo mundo ouvir.
Any engoliu o seco. Quer dizer que Josh ainda estava se deitando com aquela mulher? Não, ela não podia acreditar. Apesar de estar balançada não demonstrou em nada a Sofya, não iria dar esse gostinho a ela, nem morta.
— E o que eu tenho a ver com isso? — negando com a cabeça. — Você é muito demente e retardada pra ficar gritando coisas intímas na frente de todo mundo, sua palhaça! — apontou ao redor.
Sofya se tocou e se virou para olhar. Praticamente a praça de alimentação inteira estava olhando pra ela, algumas mulheres tapavam os ouvidos das crianças. Any negava com a cabeça.
— Ridícula! — Any disse tentando se soltar. — Dá pra me soltar meu filho? — disse perguntando ao segurança.
— Só quando uma das duas se afastar.
— É melhor eu ir embora. — Sofya pronunciou ainda acariciando o rosto, que ainda estava dolorido devido ao soco que levou.
Com certeza ficaria roxo! Maldita cachorra! Tirando que todos estavam a olhando estranho, devido as suas declarações intimas.
— Vamos embora Hina, me solte seu brutamonte! — o segurança a soltou e ela pegou a bolsa. — E você fique longe do meu marido! Sua c****a no cio!
— Não mesmo, cornuda. E c****a no cio é a senhora sua mãe. — Any gargalhou.
Sofya arregalou os olhos. Any bateu o punho na palma da mão, indicando que se ela viesse com gracinhas iria apanhar mais. Sofya se virou, ignorando-a e saiu com as amigas.
¨¨¨¨
— Cara que mulher retardada... — Sina disse negando com a cabeça, enquanto caminhavam para fora do shopping.
Any suspirou, seu almoço foi um tédio, parecia que tinha um ET sentado à mesa, todo mundo olhava pra ela e Sina enquanto comiam.
— Pois é, essa é a senhora do Josh. Eu não me conformo! Ele ainda está transando com essa p**a! — impaciente.
— Any, ele é marido dela. — disse como se fosse óbvio.