Capitulo 25

2336 Words
O celular de Sofya toca, com uma musiquinha da Xuxa, Úrsula negou com a cabeça implorando que ela atendesse logo o celular, não aguentava mais a maldita musiquinha. — Mexe a cintura com o tchutchucão, mexe a cabeça com tchutchucão, mexendo as mãos e os joelhos assim, dançando com o tchutchucão... — cantando desanimada, enquanto buscava o aparelho. Úrsula a encarou negando com a cabeça.  — Hello! — Senhora Beauchamp. Sofya reconheceu a voz, era dona Clarice, oh meu Deus, o que será que tinha acontecido? — Oi dona Clarice. — caindo no choro outra vez. — O que houve agora? — Senhora Beauchamp, os dois saíram! — contou. Sofya apontou o celular e botou no viva voz para que Úrsula ouvisse.  — Os dois saíram no carro de Joshua, e já faz um bom tempo, até agora não voltaram. — a velha parecia sussurrar. — E para onde eles foram? Você sabe? — nervosa. — Não faço ideia senhora, mas estavam cheios de sorrisinhos. Pareciam bastante felizes. — Ai não. — pôs a mão no rosto. — E agora o que eu faço? — Bom senhora, eu só liguei pra avisar, para que não tenha uma surpresa depois, mas eu preciso desligar agora. — Ok, obrigada por avisar. — suspirou desligando. — Oh não... — pôs a mão no rosto. — Ele está acasalando com essa qualquer! — E essa outra mulher, que não tem nada mais importante pra fazer, fica se metendo onde não é chamada. — negando com a cabeça se referindo a Clarice. — Você não tinha que dar brecha para ninguém ficar se metendo na sua vida! — A dona Clarice é muito legal. — suspirou. — Ela me entende. — Ela ligou só pra dizer que o Joshua saiu com a secretária, não foi isso? — Sofya assentiu. — Mulherzinha desocupada e intrometida. — se levantando. — Eu vou entrar na piscina. — tirando sua saída de banho e indo em direção à piscina. Sofya suspirou e começou a discar o número de Joshua. ¨¨¨¨ Any estava dormindo confortavelmente nos braços de seu loiro, estava sonhando com ele. Quando de repente acordou com o toque de um celular, olhou para o lado e Josh dormia pesadamente, notou que o som vinha da sala.  Se levantou com cuidado para não acordá-lo e saiu do quarto indo até a sala aonde o toque vinha da calça dele que estava no chão da sala. Ela pegou o celular e viu que era Sofya perturbando, rolou os olhos e olhou para os lados vendo se ele vinha vindo, sorriu maldosa e resolveu atender. — Alô... — disse fingindo cansaço. Do outro lado, Sofya arregalou os olhos, oh não, ele estava mesmo com aquela p*****a. — Alô? — Any repetiu. — O que você está fazendo com o celular do meu marido, sua cachorra?! — ela berrou histérica. — Bom, estava tocando e eu resolvi atender... Não posso querida? — NÃO, NÃO PODE! — gritou fazendo os ouvidos de Any doerem. — EU QUERO FALAR COM O MEU MARIDO! — Ah, ele está dormindo, não vou acordar ele. — disse sentando no sofá. — VOCÊ É UMA VAGABUNDA! — berrou. — Escute bem, sua cabelo de assolam. — Any bocejou, morrendo de medo. — Você pode dar em cima do meu marido o quanto quiser, mas nunca vai conseguir tirá-lo de mim! NUNCA! — É mesmo? — disse arregalando os olhos, fingindo espanto. — Vou morrer de chorar, posso me matar? — SUA i****a! CACHORRA, c****a, VAGABUNDA, p*****a, SUA m*l-COMIDA... — Epa... — a interrompeu. — m*l-comida não! — começou a gargalhar. — Se eu for m*l-comida a senhora também é! — olhando as unhas. — Mas eu garanto que sou muito mais "comida" que você! Sofya ficou perplexa com petulância daquele ser. — Como se atreve a atender o celular do meu marido e dizer essas grosserias pra mim? Você não tem amor ao seu emprego não? — Não. — deu de ombros. — Agora se me permite eu vou voltar a dormir. — bocejou alto para que Sofya ouvisse. — Estou muito cansada, liga amanhã. — desligou na cara dela e depois começou a rir. — Amor... — ouviu Josh chamá-la do quarto. — Está falando com quem? — Nada meu amor, foi engano. — disse apagando o registro da chamada. — Vem, vamos dormir mais um pouquinho... — Já vou indo bebê. — olhando o celular. — Se depender de mim você já era, coelha desgraçada! Any colocou o celular dele no lugar e voltou para o quarto. ¨¨¨¨ Sofya estava perplexa. — Você não aprende não é Sofya? — Úrsula disse de dentro da piscina. — Lição número um: não se meta com a amante que ela não vai se meter com você. — Eu odeio essa garota! Você não vê que ela quer roubar meu marido? — Olha querida, por que você não vai pra casa, toma uma ducha, relaxa e para de pensar nisso, por que não vai mudar nada, se não for com essa moça, será com outra. Você só tem que ignorar. — Mas eu não consigo! — mordeu o lábio. — AH MEU DEUS, ENTÃO VAI PARA O INFERNO! — disse saindo da piscina e entrando em casa. Sofya fez um bico e foi embora, ninguém a entendia mesmo. ¨¨¨¨ Any acordou sentindo beijos molhados em seu pescoço, sorriu dengosa abraçando o travesseiro. — Estou morrendo de preguiça... — ela sussurrou enquanto ele lhe dava um beijinho demorado. — Que horas são? — Uma da tarde. — acariciou os cabelos dela. — O que acha de almoçar? — É bom né? — ela riu se sentando. — Estou morrendo de fome e você me tirou todas as forças. — Eu digo o mesmo. — ele deu língua enquanto levantava pelado. — Oh meu Deus! — ela riu olhando as costas dele. — Nem acredita o que eu aprontei. — pôs a mãozinha na boca. — O que? — ele se virou curioso. — Suas costas... — apontou com um sorrisinho. — Eu arranhei. Ele ergueu a sobrancelha tentando olhar as costas e depois riu. — Não tem problema. — ele entrou no closet  e pegou uma toalha. — A Sofya não vai notar mesmo. Any fechou a cara, ele saiu e viu ela com um bico. — O que foi agora? — perguntou achando graça. — Não gosto que fale dela. — se virou dengosa, dando de cara com o loiro. — Sempre que você fala dela eu lembro que você é casado com essa coelha irritante! Ele começou a rir. Any rolou os olhos. — Meu amor, é só uma questão de tempo, eu vou me separar da Sofya!  Any se levantou, indo até a sala. Joshua foi atrás. — E essa questão de tempo que me faz perder a cabeça, eu vou te dar uma semana para pedir o divorcio! — catando suas roupas. — Mas meu amor, essas coisas precisam de tempo. — ele explicou aperreado. — Não quero saber de tempo, eu quero você só pra mim bebê. — disse dengosa. — Assim como eu sou só sua. — Eu sei meu bem, eu juro que vou tentar fazer isso o mais depressa possível sim?  Ela assentiu enquanto vestia a calcinha. — Fazer o que não é? — suspirou. — Vamos esquecer isso, não vamos estragar nossa manhã falando da Sofya baby. — ele sorriu ajudando-a a abotoar o sutiã. — Ou melhor, nossa tarde. — riu. — Vai querer sair para almoçar ou quer pedir? — Pedir. — sorriu se virando e dando um selinho nele. — Eu acho que o Noah já deve estar enlouquecendo... — começou a rir. — Nós o abandonamos no escritório sozinho. — Ele entende. — piscou dando outro selinho nela. — Vamos ligar que eu estou morrendo de fome. — sentou-se e ela sentou ao lado dele, ele pegou o telefone e discou para um restaurante que ele adorava. — O que vai querer amor? — Chispalhada. — olhando uma revista. — Então trás uma porção de Chispalhada, chili com carne, porção de arroz a grega... — pausa. — Coca-cola. — pausa. — Demora muito pra cá? — com cara de choro. — Beleza, então tá, valeu. — desligou. — Pronto, chega daqui a quinze minutos. — ligou a TV e deitou no colo de Any. — Poderíamos ter pedido coelho a milanesa... — disse com um risinho. — Mas você também gosta de implicar né, sua danada? — disse beliscando de leve a coxa dela, que riu. — Deixa a coelha com as coelhadas dela, vem aqui... — fazendo ela se curvar para beijá-lo. De repente ele se levanta assustado. — AMOR! — ele berrou.  Ela o encarou, assustada. — O que foi? — Eu fui sem camisinha... Eu gozei dentro! — com cara de desespero. Any arregalou os olhos. — Ah, que merda... — ela suspirou. — Mas é só tomar uma pílula depois não? — coçou a nuca. — É sim... — ele passou a mão no rosto aperreado. — Calma. — ela o encarou. — Te deixa tão nervoso assim a possibilidade de eu engravidar? — É claro que sim Any. É uma criança. — ele explicou. — Mas você sempre disse que seu sonho era ter um filho. — Mas meu amor, agora não né? — beijou a testa dela. — Vamos passar na farmácia pra você tomar uma pílula. — Tá... — ela assentiu, meio triste. Parecia que ele não queria ter um laço mais forte com ela. — Vem, me dá um beijo. — ele sorriu a beijando em seguida.  Ela resolveu esquecer aquilo e o corresponde. Era besteira da sua cabeça. Os dois ficaram namorando e vendo um filme que passava na TV, não demorou para que a comida chegasse. Os dois sentaram-se à mesa de centro mesmo para comer. — Nossa, faz muito tempo que eu não sabia o que era comer vendo TV. — ele disse tomando um gole de coca-cola. — Não come vendo TV na sua casa? — ela estranhou. — Sofya é um saco, ela não gosta de fazer refeições fora da mesa, e quando eu não como em casa, almoço fora, enfim. Any riu. — Tadinho do bebê. — apertou as bochechas dele. — Você só está comendo por que quer... Estou falando comer na mesa. — explicou-se fazendo-o rir. — É uma tentação comer com você do lado, só de lingerie. — ele a analisou e ela sorriu. — Você malha não é? — Às vezes. — ela deu de ombros. — Quando não estou com preguiça sempre vou à academia do meu amigo. — Que amigo? — ciumento. — O Brunão, ele é super legal e me deixa usar a academia de graça. — dando uma última garfada. — Eu e a Sina. — Abre o olho com esse Brunão. — murmurou com cara de poucos amigos. — Ah amor... — rolou os olhos. — Que bobeira. — se levantou. — Bobeira nada. — ele a observou se levantar. — Bobeira sim. — se apoiou nos joelhos e pincelou o nariz dele. — Vai tomar banho rapidinho, que depois eu vou. Enquanto você toma banho, eu lavo a louça. — E não vai tomar banho comigo? — murmurou sedutor. — Não. — Por quê? — com um biquinho. — Porque eu estou dizendo que não. — pegando os pratos e copos sujos e os organizando para levar para a pia. — E quem manda na nossa relação sou eu. — Ah amor, vamos dar só mais uma... — ele deu um sorrisinho. — Não, você pode muito bem se masturbar. — ela saiu desfilando só de lingerie. — Chega de sexo bebê, temos que trabalhar. — berrou da cozinha. — Ai Any. — reclamou para si mesmo e passou a mão no rosto.  Pior que ela estava certa, se fosse fazer amor com ela de novo não sairiam de lá tão cedo e tinham que trabalhar. Tomou um banho em tempo recorde, se vestiu com pressa e a encontrou terminando de enxaguar os talheres. Era uma visão extremamente excitante, ela apenas de lingerie se balançando pra lá e pra cá, parecia que estava cantando, se aproximou dela de fininho. — Fico sozinho pensando em você... — ela cantava distraída. — Vejo imagens retratos de nós, olho pra espelho sinto o meu coração... Ouço baixinho o som da sua voz, dizendo que é sobrenatural esse amor fora do normal... — ele a abraçou por trás fazendo-a se assustar. — Ai Josh, quer me matar? — riu. — Nossa você só passou por baixo do chuveiro né? Que banho mais rápido foi esse? — Nem vem. — ele sorriu. — Continua cantando meu amor... Eu adorei sua voz. Ela sorriu e desligou a torneira, se virou de frente pra ele e ficou na ponta dos pés. — Dizendo pra mim que sou o seu astral... E esse amor que está em mim é tão real... — sorriu. —Eu viajei no seu olhar, no seu sorriso nos teus segredos, eu descobri o que é amar, pelo toque dos seus beijos... — olhando nos olhos dele com os olhinhos brilhando, ele sorriu.  Os dois começaram a dançar, de leve.  — Eu viajei no seu olhar nos seu sorriso nos teus segredos, eu descobri o que é amar, pelo toque dos seus beijos... — ele a beijou e ela correspondeu com ganas, depois de um pouquinho ela separa. — Amor, não... Nós temos que trabalhar. — riu enquanto se esquivava. — Merda, maldito trabalho. — ele bufou. — r**m com ele, pior sem ele. — Ela piscou. — Pior que é. — pôs a mão no rosto. — Mas eu adorei ver você se declarando pra mim em forma de música. — ele sorriu. — Não me declarei pra você. — ela fingiu descaso. Ele riu. — É só uma música ué.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD