Capitulo 21

2506 Words
— Alguém, por favor, pode me explicar que p***a que está acontecendo aqui? — Noah disse arrumando sua roupa que estava toda amarrotada. — Josh, se eu fosse você contava logo cara, o Noah é nosso brother. — Pepe suspirou. — Contar o que? Joshua olhou José, como se pedisse pra que ele contasse. — Acontece que o nosso amigo aqui... — batendo nos ombros de Josh. — Está de quatro pela Anyzinha cara... Está apaixonado. — disse simplesmente.  Noah arregalou os olhos. — Você e a Any? — disse pasmo. Joshua assentiu. — Mas e a Sofya? — apontou para a porta. — Ela é o problema. — disse triste. — E agora ainda tem mais essa, você andou tocando na minha mulher e não sabe como isso me deixou irritado! — socando a mesa. — Cara olha... — Noah levantou. — Relevemos, nós estávamos caindo de bêbados, não estávamos muito bem da cabeça e eu nem cheguei a comer ela... Só comi a loirinha gostosa, a Sina a amiguinha dela... — Chega, eu não quero ouvir! — tapando os ouvidos. — O que mais você fez com Any? Eu tenho certeza que você não fez só isso com ela, um oral e uma siririca... — disse ele incrédulo. — É serio, eu juro que foi só isso! — ele levantou a mão. — Ok, eu andei bolinando aqueles melões dela, mas foi só um pouquinho cara. — se ajoelhando. — Eu juro, não me mata não... Eu nunca mais olho pra sua cacheada, mas não me mata não. — Para com isso! — Joshua rolou os olhos. — E mais respeito com a Any! — Eu juro que isso só rolou por que estávamos muito bêbados irmão. — Noah disse se levantando. — Você gosta mesmo da Any? Joshua assentiu, passando a mão no rosto. — Eu amo a Any. — com os olhos molhados. — Mas eu não sei o que fazer, tem a chata da Sofya, tem os meus pais, tem os pais dela, tem essa droga de casamento... E a Any não entende isso. — Já parou para pensar que o mesmo que você sentiu agora com o Noah, ela sente quando você vem pra casa todas as noites, para dormir com a Sofya? — Pepe disse. — Eu... Eu não tinha parado pra pensar nisso. — suspirou. — Não deve ser fácil pra ela também cara, as mulheres são dez vezes mais sentimentais que os homens, tenta entender como ela se sente também. — Você tem razão. — ele assentiu. — Eu vou agora mesmo até a casa dela esclarecer essa situação de uma vez por todas. — se levantou. — Talvez ela só quer que você se importe um pouco mais. — Noah deu um sorriso de canto. — Noah... Você não se apaixonou por ela, não é? — Josh mordeu o lábio com receio. — Apesar da tentação ser forte, a que me deixou nas nuvens mesmo foi a loirinha, não precisa se preocupar com isso cara... — Ok, eu fico aliviado, mas depois a gente ainda vai conversar sobre esse assunto, eu não fiquei nada feliz com essa história. — Josh pegou as chaves do carro e saiu do escritório. — Acha que eu vou apanhar? — Noah perguntou com um sorrisinho amarelo. — Não sei... Talvez. — José gargalhou ao ver os olhos arregalados de Noah. — Vamos embora logo, antes que a dona coelha apareça, querendo fazer coelhinhos. — rindo. — Não diz isso nem brincando, coitado do cara. Os dois riram e saíram de lá. ¨¨¨¨ — Oi Sina! — Any abriu os olhos com dificuldade, após Sina pular em cima dela. — Está fazendo o que aqui a essa hora da manhã? — Manhã? — Sina riu abrindo as cortinas do quarto da amiga. — Vai se f***r Any, já são três horas. — E como ousa me acordar as três da madrugada? — ela disse tentando dormir de novo. — Que madrugada que nada. — Sina rolou os olhos. — Minha cabeça vai explodir, fecha essa cortina. — disse com bico. — Já você se acostuma! Hein, eu quero o número do Noah! — Hmm, gostou da pegada dele é? Sua safada filha de uma mãe. — Sina gargalhou. — Está no meu celular. — levantando com a toalha para tomar banho. — Vou tomar um banho, rapidex. Sina assentiu enquanto procurava o número de Noah. — Vai ligar pra ele agora? — Any dizia de dentro do banheiro. — Estou querendo! Como está o nome dele? — No N, está escrito Noazinho. — c*****o, quantos milhões de pessoas você tem aqui, sua maluca? — vendo o monte de gente que Any tinha adicionado no celular. — Tenho um vasto ciclo de amizade querida. — a cacheada gargalhou. Alguns minutos depois Any sai do banheiro enrolada em um roupão. —Sina, não me diga que você ainda não achou isso. — disse com os olhos arregalados. Sina deu um sorrisinho amarelo. — p**a merda, me dá isso aqui. — pegou o celular e foi na barra de pesquisa de contatos, digitou "Noazinho" e logo encontrou. — Já ouviu falar em barra de pesquisa maninha? — entregando o celular pra ela. — Nem tinha me tocado... — Sina riu. — Cuidado, senão vai acabar igual a coelha. — Any disse a olhando com uma cara maliciosa. — Está maluca, uma coisa é ser lenta às vezes, outra é ser completamente tapada a vida inteira. Any vestiu um shortinho e uma blusinha leve, iria ficar em casa mesmo. — Está tocando seu celular. — a loira olhou no visor e viu que era Josh. — Seu chefinho. — disse maliciosa. — Desliga. — passando seu creme no pescoço. — Ou então deixa tocar... Daqui a pouco para. — suspirou. — Ainda está dando um gelo nele? — Any assentiu. — Ai Any atende logo, ninguém merece esse seu toque retardado. — Já vai parar de tocar. Relaxa. Mas não parou, terminava e logo começava outra vez, Sina já estava de saco cheio. — Na boa Any se você não atender eu atendo... Restart  é f**a pô. — Deixa o Restart  em paz... — pegando o celular. — Me dá essa merda aqui. — respirou fundo e atendeu. — O que Josh? — Any... Por que demorou pra atender? — disse ofegante. — Estava me trocando. — ela suspirou. — Algum problema no escritório? — Não... Eu quero conversar com você. — Josh, nós não temos nada pra conversar. — ela sentou na cama e encarou Sina, que prestava atenção. — Sabe que temos. — ele passou a mão no rosto. — Estou te esperando aqui na frente da sua casa. Desça já. — O que? — ela murmurou incrédula, se levantando e indo até a janela do quarto, viu o carro dele estacionado e ele encostado no mesmo.  Ele a viu na janela e deu um sorriso todo i****a, acenou e a cacheada continuava estática.  — Você é louco Josh? — Louco por você. Any sorriu involuntariamente, apesar de estar odiando aquele cachorro, não podia negar que tinha ficado feliz em ouvir a frase. — Desce, por favor. — ele pediu outra vez. — Só um minuto. — suspirou vencida. Depois desligou o celular, voltando a encarar Sina. — Ele está aqui na frente! — apontou e Sina assentiu com um sorriso. — O que eu faço? — Desce, eu sei que você está doidinha pra descer. — disse safadamente, enquanto encarava a amiga. Any respirou fundo e calçou sua rasteira, piscou para Sina e saiu apressada, correndo escada abaixo.  A loira levantou curiosa e olhou pela janela, tinha que ver se esse Joshua era tão bonito assim. Viu-o mexendo no celular, estava encostado em um carro que parecia importado de tão bonito que era, e por Deus, que homem era aquele? Não era à toa que Any estava de quatro por ele, parecia um deus-grego. Viu Any saindo do portão correndo. Any saiu de casa e ele sorriu satisfeito, como ela era linda usando uma roupinha simples de casa. Aquele shortinho curto e a blusinha de alças caiam com perfeição no corpo da garota. Ela se aproximou dele e cruzou os braços. — O que está fazendo aqui? — Any disse, olhando ao redor. — Vim resolver nossa situação, eu não estou mais aguentando ficar longe de você Any. — ele coçou a nuca. — Vamos conversar sim? — Não tem nada pra falar Joshua. — fechou os olhos. — A única coisa que temos em comum agora é assuntos de trabalho. — Não... — ele negou com a cabeça. — Eu te amo! E você precisa me ouvir. — Joshua, hoje é sábado, eu tenho certeza que sua mulherzinha está esperando você pra saírem pra algum lugar, o que acha? — Eu não quero saber. — passou a mão no rosto. — Eu quero que me explique por que fez um ménage  com Noah, por que está fingindo que eu não existo e por que está se importando tanto com a Sofya... Pode me responder? — cruzou os braços com insatisfação. Any o encarou e começou a rir. — Ah claro... É claro que eu posso responder. — parando de rir. Joshua não estava vendo nenhuma graça.  — Primeiro, eu faço ménage  com Noah, com José com quem eu quiser! Sabe por quê? — ergueu a sobrancelha. — Porque eu sou uma mulher livre, jovem, que adora aproveitar a vida! E eu transo com quem eu quiser! — o encarou com superioridade. — Segundo, estou tratando você assim por que você merece! — apontou o dedo na cara dele. — Você acha que eu sou obrigada a ouvir ofensas? Acha que eu sou obrigada a ouvir uma velha abusada me xingando de qualquer, de vagabunda, só por que estou fazendo amor com você? — ela disse com mágoa e ele pôs a mão no rosto. Merda. — Não eu não sou. E se você não é homem pra me defender então você não é homem pra mim... Realmente nós dois não temos nada a ver, você é casado e eu sou livre. — Any, por favor... — Tem mais, ainda falta a última. — ela ironizou. — Porque estou me preocupando tanto com a Sofya? Ué, você ainda tem a cara de p*u de me perguntar? Você quase me mata só por que eu disse que queria que ela soubesse logo sobre nós, pra te deixar livre pra mim, você não gostou do que eu disse, então significa que você não quer separar dela. — Any, você não entendeu nada meu amor. — tocando o rosto dela, que o olhava com mágoa. — Me larga! — tirando a mão dele. — Você só quer sexo fácil comigo, acha que eu sou trouxa? — Isso não é verdade! — ele berrou tapando a boca dela. — Não diz isso outra vez, Any! — tirou a mão da boca dela, a encarando nos olhos. — Você sabe que isso não é verdade. — Então o que você quer comigo Joshua? Você diz que me ama, diz que eu sou a mulher da sua vida, mas também não quer se separar daquela vaca da sua mulher, qual é a sua? Diz de uma vez o que você quer comigo! — Eu quero tudo contigo. — a segurou pela cintura e encostando-a no carro. — Você me deixa louco, baby... — ele roçou os lábios nos dela.  Any se afastou, mas ele segurou a nuca dela a impedindo de se mover, depois beijou-a com vontade fazendo Any suspirar e enlaçar o pescoço dele com as mãos, não podia resistir a Joshua. Maldito Beauchamp!  Ele estava morrendo de saudades dos lábios dela, do corpo dela tão perto do seu, ela o enlouquecia. Depois de um tempinho se beijando, os dois separam, pois precisavam respirar. — Me perdoa meu amor... — colocando o cabelo dela atrás da orelha. — Eu sei que eu fui um covarde i****a, por não ter te defendido... Mas na hora eu não me toquei que aquilo podia estar machucando você de alguma forma, sei lá, você é tão petulante, tão debochada, que eu pensava que aquilo iria entrar por um ouvido e sair por outro. — a olhando nos olhos. — Me perdoa, por favor. — beijando a mão dela. — Eu estou enlouquecendo sem você. Any o encarou e ele parecia sincero. Suspirou e quando ia responder escutou a voz de Sina. — Er... Desculpa interromper. — a loira começou, sorrindo sem graça. — Oi! — deu um sorrisinho para Josh. — O que foi Sina? — a encarando. — Ah me deixa apresentar, Joshua, essa é Sina, minha melhor amiga, Sina, esse é o Josh. Joshua sorriu de leve, quer dizer que aquela era a gatinha do Noah? Até que o loiro tinha se dado bem, era muito gata, só não conseguia ser mais gata que Any. — Prazer Sina. — estendeu a mão. — O prazer é meu. — ela sorriu simpática, ele era ainda mais bonito de perto. — Enfim conheci o famoso Josh.  Any arregalou os olhos, que merda, Sina estava maluca.  — Any só vive falando de você!  Any iria matar Sina quando a visse outra vez, loira boca grande. Joshua sorriu satisfeito, tinha adorado saber que Any falava sobre ele. — Espero que seja bem. — encarou Any que coçava o pescoço olhando para os lados. — Ah muito bem... Ela adora... — Any a interrompeu. — Sina, diz logo o que foi e rapa fora... — rolou os olhos. — Ah que mau humor. — disse com um bico. — Sua mãe ligou e disse que era pra você fazer alguma coisa pra comer, que depois do mercado ela iria à casa da sua tia e talvez só chegue à noite. — a loira riu da cara de choro que a amiga fazia. — Bem, qualquer coisa vai lá pra casa. — deu de ombros. — Já vou, tchau Josh, foi um prazer! — Tchau! — acenou enquanto Sina saia rebolando. — Muito simpática sua amiga. — ele sorriu de lado. — Sei... — cruzou os braços. — Fecha a boca, que ela já tem dono, inclusive é seu amigo. — Pois que sejam muito felizes. — ele deu de ombros. — A única que eu quero é você. — ele sorriu carinhoso. — Ainda não respondeu minha pergunta. — o celular dele toca. Ele ignorou. — Não vai atender o celular? — ergueu a sobrancelha. — Não, deixa tocar! — passou a língua nos lábios. — Responde, por favor... — Não vou conversar com você com essa merda tocando! — rolou os olhos. — Atende logo isso, deve ser sua coelha. Ele suspirou e atendeu o celular com raiva. — O QUE?! — berrou enfurecido. — Ai Baby Blue. — Sofya disse do outro lado. — Isso é jeito de você falar comigo? — com bico.  Joshua rolou os olhos.
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