Capitulo 43

2437 Words
— Aí Any. — Sina cutucou. — Você bem que podia pensar em dar uma chance ao Pedro não é? — Any rolou os olhos rindo. — Ai, ele é tão fofo e te ama de verdade. — O Pedro e eu somos apenas amigos Sina. — disse ela esperando que Sina entendesse.  Não estava a fim de se envolver com ninguém no momento, como se já não bastasse as decepções com Joshua, não fazia questão de se arriscar de novo. O celular da cacheada tocou e as duas se entreolharam ao ver que era Josh ligando pela milésima vez, na tentativa de falar com ela. — Esse canalha não desiste. — ela disse já pronta pra desligar. — Espera! — Sina a impediu. — Me deixa falar com esse p****e. Any gargalhou e entregou o aparelho à amiga que atendeu. — Alô. — ela disse, piscando para Any. — Any? — ele disse, com os olhos brilhando ao ver que ela tinha lhe atendido. — Não é a Any, é a Sina. — disse se levantando. — O que você quer com a minha amiga Josh? Não achou suficiente o que fez com ela? — Sina, olha passa para a Any. — disse acariciando os cabelos, enquanto tamborilava o volante impaciente. — Mas nem em pensamento. — disse dando um risinho. — Não vou deixar você machucá-la mais do que o que já machucou. Sua diversão aqui já terminou, procure outra pessoa. — Sina, eu não quero machucá-la. — disse penoso. — Eu só quero conversar pra esclarecer a nossa situação... Ouça, diga a ela que eu estou aqui na frente. — Você o que? — franziu o cenho e foi até a janela, arregalou os olhos ao vê-lo ali, dentro do carro.  Sina acenou discretamente para Any afirmando que ele estava ali. A cacheada arregalou os olhos. — Diga pra ela descer, por favor. — ele disse. Any fez um sinal com a cabeça afirmando claramente que não iria falar com ele, Sina assentiu. — A Any não vai falar com você. — disse firme. — Por favor, Sina. — ela o interrompeu. — Desiste Joshua, você pisou feio na bola, não vai ver a minha amiga nunca mais! — disse pedindo para Any esperar e saindo pela porta. — Sina, eu acho que isso é um assuntou meu e da Any.  Sina rolou os olhos enquanto descia as escadas e atravessava a sala.  — Na boa você não tem nada que se meter. — Não tenho que me meter? — ela ironizou. — Quem você pensa que é? O rei da floresta? — disse abrindo a porta e saindo. — Pois agora você vai me ouvir! — desligou o celular e foi até o carro. Joshua a viu se aproximar e respirou fundo. — Sai! — Sina bateu no capô do carro, o mandando sair, o loiro suspirou e saiu do veículo. — Eu não quero mais ver você importunando a Any, seu cachorro! — Você não é ninguém pra decidir minha relação com a Any. — ele a encarou, escorando-se ao carro. — O que você quer com a Any? — disse ignorando o que ele tinha dito. — Ah já sei... Você quer t*****r com ela outra vez, para depois jogar fora como um copo descartável não é? Você é um filho da p**a Josh. Por que não está bajulando a sua mulherzinha hein? E o seu "filhinho"... — fez aspas com os dedos. — Que está para nascer? Por que não vão comprar as coisinhas, o bercinho, as roupinhas? Hein? Ou seja, por que não vai cuidar da sua vida e esquece que a Any existe? — Eu amo a Any. — ele confessou. — Você ama a Any? — Sina cruzou os braços. — Nossa, que bela demonstração de amor! Um amor como o seu eu não queria nem de graça. Ele abaixou a cabeça, olhando os sapatos. — Você fez uma escolha... Você escolheu a sua mulherzinha, então você vai ficar com a sua mulherzinha e vai esquecer a Any! Minha amiga só tem vinte anos, tem muito que viver, tem um monte de homens solteiros que dariam uma parte do corpo pra ter o privilégio de sair com ela, por isso você vai parar de incomodá-la e vai viver a sua vida, se você insistir muito eu vou dar um toque aqui pra sua esposa, Sofya não é? — disse debochada. — Pois é, vou ter muito prazer em ligar pra ela e dizer que o marido dela continua correndo atrás da minha amiga. — pegando o celular e fazendo menção de ligar. — E isso não seria nada bom no "estado"... — fez novamente aspas. — Em que ela se encontra... — fez um biquinho. — Aqui, senhora Beauchamp. — disse fingindo ler o nome de Sofya. — Tudo bem, eu volto outra hora. — disse ele suspirando vencido e voltando a entrar no carro. — Outra hora não, você não é mais bem vindo aqui. — piscou. — Vai procurar seu rumo! — Escute aqui Sina, eu escutei tudo o que você me disse calado. — ele a encarou minunciosamente. — Mas se acha que esse seu discurso vai me fazer desistir, você está muito enganada, isso eu garanto. — Vai para o inferno seu o****o! — disse vermelha de raiva, enquanto ele ligava o carro. — Não vou mais deixar você fazê-la sofrer nunca mais entendeu? NUNCA MAIS! — ele saiu. — Seu filho da p**a! — esfregou o nariz, voltando a entrar na casa. — Pronto, falei tudo o que estava entalado aqui na minha garganta! — disse apontando a garganta, assim que entrou no quarto. — Vamos ver se vai resolver não é? — Any deu um sorriso de lado. — Como conseguiu fazê-lo ir embora? — Fácil, só disse que ia ligar para a dona coelha e ele ficou com medinho e foi embora...  Any suspirou tristemente, ele provavelmente não queria que Sofya soubesse que ele estava procurando-a.  — Mas ele disse que não desistiria e voltaria. — Que se foda... — ela bufou. — Quero que ele vá para o inferno! — se levantou e espreguiçou-se. — Vamos, não aguento mais ficar enfurnada aqui dentro. — Claro. — Sina concordou. As duas fecharam a casa e foram até a garagem, entraram no fusquinha de Any e saíram. Ao chegarem a uma churrascaria no centro da cidade, pediram uma mesa e foram ver o que iriam comer. — Está se sentindo melhor? — Sina observou Any olhar o cardápio. — Claro. — ela sorriu. — Me sinto muito bem. O garçom se aproximou e elas fizeram os pedidos. — Eu adoro o churrasco daqui, é tão suculento. — a loira disse. — Olha ali amiga, que gatão. — apontou um homem sentado em algumas mesas com uma mulher pendurada ao lado. — Um pãozinho... — Any o olhou de canto de olho. — Mas homem casado eu estou fora, foi uma vez pra nunca mais. — deu meio sorriso. — Ai amiga, bola pra frente viu? — Sina a encarou. — Não quero ver você chorando e se ferrando por culpa de homem nenhum, você não é assim, a Any Gabrielly que eu conheço jamais faria isso. — Eu sei. — Any assentiu. — E eu não vou chorar mais, não se preocupe. — mordeu o lábio vendo o garçom chegar com os pedidos.  Depois de servi-las ele se retira. — Estou morrendo de fome. — Any disse dando uma garfada. — Ai que delícia... — fechou os olhos de prazer ao sentir o gosto delicioso daquele churrasco. Sina sorriu. — Pega purê... — a loira ofereceu. — Não tinha visto não? — confusa, pois purê era a primeira coisa que Any colocava no prato. — Eu não quero... — deu de ombros. — O que? — Sina ergueu a sobrancelha, estranhando. — Mas como não? Você adora purê de batata... — Eu não sei, eu tenho certeza que se eu comer vou ficar enjoada outra vez. — suspirou. — Ando muito enjoada esses dias. — deu outra garfada. — Ai está muito bom. — se referindo a comida. Sina a encarou, desconfiada. — Enjoada? — perguntou e Any assentiu. — Any...  Any parou de comer e a encarou. — Ah não Sina... — começou, já entendendo o que a amiga queria dizer. — Nem vem com essa que eu estou grávida, por que eu não estou viu? — disse sorrindo nervosa. — Ah não? E como você sabe? — cruzou os braços. — Já fez algum exame? — Sina. — disse começando a rir. — Eu acho que saberia se eu estivesse grávida, não? — Não Any, você nunca esteve grávida antes pra saber como é estar grávida. — a loira tomou um gole do seu suco. — Sina, para de falar besteira, você está me deixando nervosa. — disse tentando ignorar o nó que vinha crescendo em sua garganta.  Se bem que ela estava com a menstruação atrasada há um bom tempo e os enjoos sempre apareciam, tirando os seus s***s que às vezes amanheciam doloridos. — Quando nós sairmos daqui, vamos passar na farmácia e comprar um teste de gravidez. — Sina disse. — Deus me livre! — Any fez o sinal da cruz e bateu três vezes na mesa. — Eu vou ficar parecendo uma porca para depois morrer de sentir dor e parir um bebezinho chorão, que não vai me deixar dormir a noite? E pior ainda, do Josh? — negou com a cabeça. — Não obrigado. — Se você estiver grávida, vai ter que aprender a gostar e ter paciência com bebês querida. — Mas não se preocupe, por que eu não estou grávida. — disse querendo acreditar em sua dedução. — Vamos ver só o que vai ser. — Sina disse e Any rolou os olhos. As duas terminaram de comer e saíram da churrascaria. Any dirigiu até uma farmácia e pararam ali. — Temos que ver um infalível. — Sina disse, analisando as marcas. — Eu ainda acho isso uma grande perca de tempo, se eu estivesse grávida, eu saberia. — Você não saberia nada e eu vou te dar minha sincera opinião... — analisando Any. — Eu acho que você está sim, você está com um pouquinho de barriga. — Está me chamando de gorda aqui no meio da drogaria? — disse escandalizada. — Claro que não... — olhando os testes. — Estou dizendo que sua barriguinha cresceu um pouquinho, agora com esse assunto de gravidez eu estou prestando atenção e você já está sim, com todo o perfil de uma mulher grávida. — Sina, dá pra você parar com isso? — cruzou os braços. — Maldita hora que eu fui te falar sobre esses enjoos. — praguejou-se. Sina gargalhou, não ligando para o ataque da amiga e chamou uma funcionária que estava ali perto. — Querida pode me ajudar aqui, por favor? — chamou a mulher. — Claro... — a funcionaria se aproximou simpática. — Em que posso ajuda-las? — Qual desses aqui é o melhor em sua opinião? — Bem, o Baby Sure  sai muito, é um dos melhores... — apontando. — Mas o Confirme  é o melhor que tem aqui tem 95 % de certeza, a maioria das mulheres prefere ele e os outros eu não recomendo muito não... — riu. — Ah então acho que vamos levar esse Confirme  mesmo... — sorriu pegando o kit. — Espero que saia o resultado que a senhora espera. — Não sou eu, é minha amiga... — apontou Any, que estava olhando os shampoos. — Any, venha aqui. — chamou. A cacheada rolou os olhos indo até ela.  — Acha que ela parece uma grávida? — piscou. — Olha essa barriguinha. — acariciou a barriga dela, que tirou a mão da loira dali. — Bem, a barriguinha está realmente inchadinha. — sorriu. Any a olhou com um olhar de morte.  — Quer dizer... — sem graça. — Está vendo Any? — Sina disse. — Seu bebezinho já está a caminho. — Para de falar besteira Sina, não estou brincando, eu vou te meter a mão! — irritada. — Nossa que medo que eu estou sentindo. — ironizou enquanto caminhava até o caixa, com Any atrás. Pagaram o kit e se retiraram da farmácia. — Vamos para a minha casa, minha mãe está no ateliê de costura e não chega agora. — Sina disse. — Está bem... — estacionou Ronaldinho na frente da casa de Sina. As duas saíram do carro e entraram, Any jogou-se na cama da amiga e bocejou. — Pronto Any, vai lá... — estendendo o teste. — Eu não estou com nenhuma vontade de mijar Sina. — bufou. — Que droga eu não estou grávida, você está paranoica. — Any, não discuta comigo. — insistiu para que ela pegasse o teste. — Vai logo lá e torça pra dar negativo, senão você se lascou. — E se der negativo eu vou adorar esfregar isso na sua cara. — ironizou indo até o banheiro. Entrou no banheiro e abriu toda aquela droga, pegou a bula e começou a ler o que estava escrito, era pra fazer xixi em cima, que nojo. Deu de ombros e levantou a sainha que usava abaixando a calcinha, abriu as pernas e ficou segurando o teste ali embaixo, fez xixi e durante o processo deixou o teste entre as pernas. Em seguida levantou-se, tapou outra vez e deixou ali, teria que esperar cinco minutos.  Saiu do banheiro e encontrou Sina deitada na cama. — Prontinho... — Any abriu um sorriso se jogando em cima da amiga. — Quanto tempo é pra esperar? — Cinco minutos. — disse pegando o ursinho. — Se der positivo posso pegar o Piruleibe e levar embora? — disse abraçando o ursinho de Sina, o qual ela era apaixonada. — Não mesmo! — tomando dela. — É meu, sua feia. — imitando criança. Any gargalhou e continuou a pentelhar a amiga. — Já, vou lá buscar! — Sina disse.  Any engoliu o seco, que Deus a ajudasse e que aquele troço desse negativo, não aguentaria além de tudo ainda estar grávida de Joshua naquelas circunstâncias. — O que é positivo? — Sina berrou de dentro do banheiro. — Duas tirinhas vermelhas. — Any respondeu. — E negativo? — Uma tirinha. — rolou os olhos e Sina saiu do banheiro. — E então? — disse com os nervos a flor da pele. — É... — suspirou. — Acho que foi alarme falso. — mostrando o teste com apenas um pauzinho. Any sorriu aliviada.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD