Capítulo 87

1991 Words

Capítulo 87 — MORTE Acordar ao lado da Lia é sempre uma guerra silenciosa entre o desejo de ficar e a necessidade de dominar o mundo lá fora. Ela agora cismou que a Babilônia precisa dela 24 horas por dia, e eu, por mais que tente disfarçar, odeio essa distância. No meu morro tem Patroa, mas a Patroa prefere o morro quente da ladeira dela. A gente não tem ficado junto o tempo que eu queria, e isso me deixa com o pavio mais curto do que o normal. Desci a escada, senti o vento no rosto e montei na minha XT. O ronco do motor era o único som que combinava com o que eu estava sentindo. Cheguei na boca principal do Vidigal já com o sangue fervendo. O Rato, meu sub, já estava lá com as planilhas e os radinhos chiando. — Visão, Morte. O bagulho está doido na contabilidade da boca do Loteamento.

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