Capítulo 75 — LAURO A fumaça do meu charuto subia em espirais lentas pela sala, mas a minha mente estava a mil por hora. Eu olhava para o mapa da Babilônia estendido na mesa e sentia o gosto amargo de cada derrota que aquela infeliz me impôs. Lia era uma pedra no meu sapato que já tinha virado uma ferida aberta. Mas hoje, a história seria escrita com sangue. O telefone sobre a mesa vibrou, cortando o silêncio do gabinete. O número era privado, mas eu sabia exatamente quem era. Atendi no primeiro toque. — Governador? — minha voz saiu ansiosa, quase suplicante. — Lauro, está decidido. A opinião pública está pressionando pela segurança, e os relatórios que você enviou sobre o encontro das facções na Babilônia são o pretexto que eu precisava. A invasão está aprovada. Use a força necessária

