Capítulo 37

1304 Words

Capítulo 37 — Morte Eu sentia o cheiro da pólvora antes mesmo do primeiro tiro ser disparado. O ar no morro estava parado, aquele silêncio doentio que precede a tempestade. Eu sabia que eles vinham. O Lauro era um rato previsível, e o Barão, em sua arrogância de rei, achava que fardas e blindados eram o suficiente para me tirar do morro. Eles não entenderam nada. O morro não é apenas terra e concreto; o morro é o meu corpo. Eu conheço cada veia, cada beco, cada ponto cego dessa região. — Eles estão na base, Morte — o Rato sussurrou ao meu lado, a voz firme sob o blindado. — Três comboios. O BOPE está na frente. O Lauro mandou o que tinha de melhor. — Deixa eles subirem, Rato — respondi, sem tirar os olhos do horizonte escuro. — Deixa que achem que o caminho está livre. O ser humano só m

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