Capítulo 106 — Lia O sol m*l tinha acabado de rasgar o céu da Babilônia e eu já estava com o celular na mão. O silêncio da manhã no morro é enganoso; parece paz, mas é apenas o intervalo entre um turno e outro da guerra. Eu não conseguia pregar o olho. A conversa com o Kaká sobre o dinheiro tinha me deixado elétrica. Eu precisava de movimento. Precisava tirar as cordas do meu pescoço, uma por uma. Disquei o número do Pezão. Ele não é o tipo de homem que gosta de ser acordado cedo, a menos que o assunto seja lucro. O sinal chamou duas vezes antes de a voz grave e rouca dele preencher a linha. — Ora, ora... se não é a Patroa da Babilônia — ele atendeu, e eu quase podia ouvir o sorriso sarcástico do outro lado. — Achei que não ia ver você me ligar tão cedo. O café aí no morro está forte ou

