Capítulo 41 — (DG) O cheiro de pólvora e suor do meu morro nunca foi o suficiente para mim. Enquanto eu olhava para o horizonte, onde o complexo do Morte se erguia como uma fortaleza inabalável, a bílis subia pela minha garganta. O Comando sempre olhou para ele com outros olhos. "O Morte é estratégico", diziam. "O Morte é fiel". "O Morte tem as melhores rotas". E eu? Eu era sempre o segundo. O vizinho que ficava com as sobras, enquanto ele desfilava com fuzis e a lealdade cega de uma cúpula que o tratava como um príncipe do crime. Mas o prestígio é uma estrutura frágil. E eu acabei de encontrar a marreta certa para derrubá-la: o Coronel Lauro. Aquele verme fardado achou que estava negociando com um salvador. Ele não percebeu que eu quero ver o mundo dele e o do Morte queimarem na mesma

