Capítulo 13 — Lia O Morte continuava me evitando a dias. Não era coisa da minha cabeça. Eu conheço o silêncio dele. Conheço quando é cansaço, quando é raiva e quando é fuga. Essa era fuga. Ele passava por mim como se eu fosse um móvel fora do lugar. Não tocava. Não perguntava. Não ficava. No começo doeu. Depois virou jogo. Porque eu já tinha entendido: ele não estava forte. Estava resistindo. E ninguém resiste pra sempre. Uma hora ele ia cansar de negar. E quando essa hora chegasse, ia ser a minha vez de brincar com ele. Enquanto isso, eu seguia minha vida. Consegui o emprego no bar do seu Cleber sozinha. Não pedi favor. Não usei nome. Ele me olhou de cima a baixo, perguntou se eu aguentava rotina pesada, respondi que sim. Aguento mais do que ele imagina. Eu gosto de trabalhar. Go

