Capítulo 71 — LIA O barulho da máquina de contar dinheiro era o único ritmo que importava naquela sala nos fundos da boca principal da Babilônia. Eu estava debruçada sobre as planilhas, com o rádio no ombro e a mente a mil por hora. O movimento de hoje era o maior da história do morro; cada nota de cem que passava pelos meus dedos era um tijolo a mais no império que eu estava erguendo. Eu estava concentrada no fechamento quando a porta se abriu. Não precisei olhar para saber que era ele. O peso dos passos e a energia que entrava no ambiente eram inconfundíveis. O Morte tinha chegado, mas não com a leveza de quem vem para uma festa. — Ué! Achei que você só ia vir na hora do baile — comentei, sem tirar os olhos dos números por um segundo, mantendo a postura de quem tem o controle. — Reso

