Capítulo 104 — Lia O vento batendo no meu rosto enquanto eu subia a ladeira da Babilônia parecia limpar, aos poucos, a fuligem e o cheiro de morte que ficaram grudados em mim nos últimos dias. O Vidigal tinha sido um campo de batalha, um teste de sobrevivência que quase me custou a sanidade, mas cruzar a fronteira do meu morro era como sentir o sangue voltar a correr nas veias com o ritmo certo. Eu não era apenas a mulher do Morte. Eu era a Patroa. E a Babilônia precisava lembrar disso. Assim que a moto apontou na entrada principal, o clima mudou. Os foguetes espocaram no céu, não como aviso de invasão, mas como saudação. Os vapores que faziam a contenção na entrada começaram a gritar, batendo nos fuzis, celebrando a minha volta. — A Patroa voltou! — ouvi um dos moleques gritar, com um

