Capítulo 73

1450 Words

Capítulo 73 — MORTE O barulho da Babilônia estava começando a me sufocar. O grave que antes eu curtia agora parecia martelar os meus nervos, que já estavam em carne viva. Eu permanecia encostado na grade do camarote, com a mão esquerda enterrada no bolso e a direita nunca muito longe da coronha da minha arma. Meus olhos não paravam. Era um movimento de radar: varria a entrada, passava pelos chefes de outros morros que chegavam para prestar homenagem à "Patroa", e inevitavelmente estacionava no Pezão. Aquele desgraçado não disfarçava. Vira e mexe, eu pegava o Pezão com o olhar fixo na Lia. Não era um olhar de quem analisa uma aliada; era o olhar de quem cobiça o que é dos outros. Aquilo me estressava num nível que o uísque no meu copo já não conseguia anestesiar. Teve uma hora que, no mei

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