Capítulo 49 — MORTE O blindado cortava o asfalto em direção à zona oeste com a fúria de um animal ferido. O plano era simples: entrar, esmagar e tomar o que o DG não sabia cuidar. Mas o ar estava estranho. No crime, o silêncio excessivo é um grito de que algo mudou. Olhei para a Lia. Ela estava sentada à minha frente, verificando o tambor do revólver e ajustando as facas no colete. O rosto dela estava límpo, uma máscara de mármore que não deixava transparecer uma gota de hesitação. — Rato, como tá a contenção? — perguntei, sentindo a adrenalina subir. — Tudo pronto, patrão. O bonde tá posicionado. Mas os olheiros disseram que a movimentação lá em cima tá baixa. Estranho demais. A Lia levantou os olhos. — Ele sabe que a gente está vindo, Morte. Mas o DG é um verme que não morre pela to

