Capítulo 61

1515 Words

Capítulo 61 — MORTE O celular vibrou na mesa de cabeceira antes mesmo do sol dar as caras no Vidigal. Tateei o aparelho, sentindo o corpo ainda quente do sono, e vi o nome no visor: Pezão. No nosso mundo, uma ligação do chefe da facção a essa hora nunca é para dar parabéns. — Fala, Pezão — atendi, com a voz rouca, tentando não acordar a Lia, que dormia profundamente ao meu lado. — Morte, o papo é sério e não é por rádio. Preciso de você na mansão da facção agora. Reunião de cúpula. O assunto é carga desviada e traição. Não demora. A linha ficou muda. Olhei para a Lia por um segundo, sentindo um aperto estranho no peito, uma intuição que eu deveria ter ouvido. Mas a hierarquia no crime é o que me mantém vivo. Beijei o ombro dela de leve, deixei uma mensagem rápido no celular e saí, arm

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