Capítulo 65 — LAURO O som do copo de cristal se estilhaçando contra a parede do meu gabinete foi o único alívio que tive em doze horas. Os fragmentos voaram pelo tapete, mas a fúria que queimava no meu peito não diminuiu. Eu olhava para o relatório sobre a mesa como se fosse uma sentença de morte. Meus homens. Meus "intocáveis". Milicianos treinados, ex-policiais, homens que deveriam ter varrido aquela escória do asfalto em minutos. Todos mortos. Empilhados como lixo na entrada da Babilônia por ordem daquela... daquela desgraça que a Helena colocou no mundo. — Maldita seja! — vociferei para as paredes vazias. Lia não era mais a moeda de troca que eu planejei. Ela não era o elo fraco. O relatório dizia que ela mesma havia puxado o gatilho, que ela havia liderado o contra-ataque com uma

