Capítulo 77 — BRENDA O som daquela quadra estava começando a me dar enxaqueca. Eu olhava em volta e sentia o gosto de bile na garganta. Era para ser a noite da queda dela. Era para o asfalto subir, o sangue correr e a coroa de "Patroa" da Lia rolar pelo esgoto junto com a dignidade dela. Mas, em vez disso, o que eu via era um culto. Um bando de homens perigosos agindo como se estivessem diante de uma divindade. Até o Tubarão, aquele rato de esgoto que só pensa em pó e lucro, estava encostado num canto com uma cara de babão, olhando para a Lia como se ela fosse a "deusa do crime". Dava nojo. Mas nada, absolutamente nada, me deixou mais possessa do que o Pezão. Desde a hora que eu cheguei, o Pezão não tirava os olhos dela. Ele fingia que bebia, fingia que ouvia o Aranha, mas os olhos dele

