Capítulo 103 — Morte O cheiro de ozônio e carne queimada ainda estava impregnado nas minhas narinas, mesmo depois de eu ter saído daquela sala maldita. Olhei para as minhas mãos; estavam sujas com o resto do que um dia foi o DG. Eu não sentia remorso. No meu mundo, a traição é um câncer que você não trata com remédio, você trata com fogo. E o DG foi incinerado. Mas, enquanto eu limpava o sangue do rosto com um pano velho, o peso do mundo parecia ter dobrado nos meus ombros. O DG foi apenas o começo. A Brenda estava lá dentro, e saber que ela seria a próxima me dava um nó no estômago que eu não conseguia explicar. Não era pena. Era o desgaste. O Lauro tinha transformado todo mundo ao meu redor em peças de um jogo doente, e eu estava cansado de ser o carrasco. Saí da salinha de tortura ao

