Capítulo 102 — Lia Foi um trabalho de formiga achar o DG naquela mata fechada. O Vidigal é um labirinto de raízes, pedras e sombras, e aquele verme conhecia as trilhas. Mas ninguém se esconde para sempre do dono da casa. Quando o encurralamos, vi nos olhos dele o que eu esperava ver: o vazio de quem sabe que o d***o finalmente veio cobrar a fatura. Agora, ele está ali, amarrado, sangrando e cheirando a medo. O cheiro do medo é azedo, impregnado no suor de quem traiu a própria facção por uma promessa falsa de lealdade do Lauro. O cenário era a "salinha". Um lugar que o sol não visita, onde as paredes descascadas já absorveram gritos o suficiente para enlouquecer um homem comum. Mas eu não era mais uma mulher comum. Eu era a Patroa, e o homem ao meu lado era o braço armado da minha vinganç

