Capítulo 72

1378 Words

Capítulo 72 — MORTE O grave do som que subia do baile da Babilônia parecia bater direto no meu crânio, mas nada era mais barulhento do que os meus próprios pensamentos. Eu estava ali, impecável, ao lado da Lia, mas por dentro eu era um vulcão prestes a entrar em erupção. Ver a entrada que ela organizou, ouvir o morro inteiro gritando o nome dela, me dava um orgulho que quase não cabia no peito, mas também trazia um peso que eu não sabia explicar. A gente caminhou pelo camarote como se o mundo fosse nosso. Lia estava radiante, parando para cumprimentar cada chefe, cada aliado, com uma postura que deixava qualquer marmanjo ali no chinelo. Eu ia ao lado, cumprimentando os caras com um aceno de cabeça, mantendo a mão perto do ferro por puro instinto. Até que chegamos no Pezão. O Pezão semp

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