Capítulo 54 — MORTE O som do PH batendo lá embaixo parecia sincronizado com a pulsação na minha têmpora. Eu ainda conseguia sentir o rastro do olhar daquele verme do Tubarão sobre as curvas da Lia. Se não fossemos aliados de negócios, eu teria estourado os miolos dele ali mesmo, entre um gole de uísque e outro. O desgraçado achou que o Vidigal era bagunça e que a mulher que está ao meu lado era "peça" de vitrine. Apertei a cintura da Lia com força, sentindo o calor da pele dela sob aquele top minúsculo que já tinha me tirado do sério em casa. Ela agia com uma calma que me incendiava, bebendo o champanhe como se não tivesse acabado de ser o pivô de uma quase execução. — Rato! — chamei, a voz saindo como um rosnado baixo. — Fala, patrão. — Quero um Menor na cola do Tubarão. Avisa pra e

