Capítulo 25 — Lia O som do tiro que disparei contra o lustre ainda zumbia nos meus ouvidos. Mil pedaços de cristal choveram sobre a sala de DG, estilhaços de um luxo frágil demais para sustentar mentiras de dezoito anos. Eu vejo Lauro e Morte. Os dois pilares da minha existência. Dois homens que moldaram cada centímetro do meu destino sem nunca me perguntarem se eu queria fazer parte do jogo. Lauro está com a pistola em punho, o rosto vermelho de uma fúria autoritária; ele não admite ser desafiado pela própria “mercadoria”. Morte está parado perto da porta, o fuzil pendurado no peito, os olhos fixos em mim com uma expressão que oscila entre o desespero e uma posse doentia. Nenhum deles me vê. Para Lauro, sou o contrato que garante o futuro dele e o silêncio do Barão. Para Morte, sou o t

