Capítulo 26 — Morte O sangue que escorre do meu nariz tem um gosto metálico, quente. Mas a dor física que se abriu no meu peito. Eu sinto o ódio por não ter previsto o ataque dela. Lia não me bateu como uma vítima desesperada. Ela me bateu como um carrasco executa uma sentença. — Recuar! — minha voz sai rouca, abafada pelo sangue e pela fumaça que ainda satura a sala de DG. — Peguem os feridos e saiam! Agora! Meus soldados obedecem por instinto, movendo-se como sombras por entre os destroços. O tiroteio lá embaixo ainda ecoa, mas a intensidade diminuiu. O Coronel Lauro está em algum lugar deste labirinto, provavelmente gritando ordens para seus cães de farda, tão patético e derrotado quanto eu. Eu olho para a varanda por onde ela desapareceu. A cortina de chuva é a única coisa que res

