Capítulo 22 — Morte O rádio na minha cintura não parava de chiar, mas a única coisa que eu conseguia ouvir era o som do meu próprio sangue pulsando nas têmporas. A porta do quarto dela estava aberta. Vazia. Eu dei a ela tudo. Dei proteção, dei o meu nome, dei o medo que mantinha o resto do mundo longe. E ela usou isso para cuspir na minha cara e descer o morro como se não devesse nada a ninguém. — Patrão? — a voz de um dos meus soldados veio da porta, hesitante. O moleque sabia que, naquele momento, um passo em falso significava um caixão. — As câmeras da entrada... Conseguiram pegar a placa do carro que a Lia entrou.. Eu não precisei que ele terminasse. Eu já sabia. O cheiro de perfume caro já estava impregnado no ar antes mesmo do rádio anunciar que um USV preto tinha cruzado o cami

