O relógio da sala marcava nove da manhã, mas para Isla o tempo parecia arrastar-se como uma sombra interminável. Desde o sequestro, seus dias eram envoltos por muros altos, segurança reforçada e olhares que a seguiam onde quer que fosse. A mansão, com todos os seus luxos, tornara-se uma prisão dourada. Sentada em uma poltrona diante das janelas de vidro, observava a chuva escorrer pelos vitrais. A cada gota que descia, sentia-se como uma parte de si que escorria junto, levando a pouca liberdade que ainda acreditava ter. O toque firme de sapatos ecoou pelo piso de mármore. Ela não precisou se virar para saber quem era. Darian caminhava como uma tempestade contida: preciso, imponente, impossível de ignorar. — Você não tomou o café da manhã. — A voz dele soou atrás dela, firme, quase acusa

