Micael A sala de dominação estava imersa em meia-luz, apenas as chamas trêmulas de três candelabros de ferro retorcido desenhando sombras sinuosas nas paredes de pedra. No centro, o divã de couro n***o esperava, ladeado por uma mesa de mármore repleta de potes com cera quente, cubos de gelo e óleos perfumados. A atmosfera, carregada do aroma doce do óleo de amêndoa, contrastava de forma deliciosa com o frio cortante dos pedaços de gelo. Observei Lívia ali, em pé, o corpo delicadamente delineado pelo vestido preto longo que eu mesmo a fiz vestir. Seus olhos, ainda hesitantes, brilhavam na penumbra — mix de medo e desejo. Respirei fundo, sentindo bater em mim a necessidade de reafirmar meu domínio e, ao mesmo tempo, oferecer-lhe um prazer nunca antes experimentado. Ela era minha dona e min

