Ele começou a brigar e gritar com ela. Disse que ela era igual à mãe dela, que ele lhe deu liberdade demais e deveria saber que ela ia ficar assim, por causa das amizades. Disse que via ela chegando tarde, o modo de se vestir tentando se enquadrar no mundo deles.
Ela ficou quieta e começou a chorar de raiva. Ele perguntou se o amor dele era menos valioso por não ser seu pai, falou que ela estava de castigo, que, se saísse por aquela porta, não precisava mais voltar. Ela falou irônica:
— Como se eu fosse perder muita coisa, né?
Ela nunca o viu tão bravo. Ele falou mais de uma vez que ela era uma boba que não sabia nada da vida, uma criança ingrata. Repetiu que não era para ela arredar o pé de casa. Ela ouviu-o indo tomar banho, foi mexer no celular dele e não viu nada de contato com a madrinha dela.
Antônio saiu sem ela ver, e não disse nada. Ela foi espiar, ficou preocupada, terminou a faxina. Já era de tarde quando o Neto chegou chamando. Ela estava sentada na sala, encolhida no canto do sofá, pensando em tudo. Ele entrou, se aproximou querendo beijá-la.
Ela virou o rosto e falou que lá não. Ele disse que o tio dela não ia chegar, que podiam até dormir juntos na cama dela. Ela perguntou como ele sabia que não ia chegar. Ele falou a acariciando nas pernas com bastante ousadia:
— Meu pai disse que levou ele na rodoviária hoje mais cedo. Você tá estranha, o que foi?
Ela falou que não era nada, recusou as tentativas dele de se aproximar. Perguntou se ele ia à formatura da escola com Tassiane e Felipe. Ele respondeu, já irritado com ela:
— Vou, são meus amigos também, tá brava por causa disso? Eu não tenho culpa se você largou a escola, beleza. Se quiser ir é só falar. Outro dia comentei sobre isso e você nem deu bola. Foi na casa da Tassiane hoje, né?
— Eu já tô sabendo! Foi fazer o que lá?
Ela respondeu no mesmo tom de voz hostil:
— Se já está sabendo, não preciso falar mais nada!
Levantou e foi para o quarto se trocar para sair, colocou vestido, curto e justo preto de alças, tênis vans preto. Ele ficou na sala bravo. Ela voltou pronta, cheia de maquiagem nos olhos, bastante rímel, lápis preto, batom vermelho escuro.
Falou que queria sair. Ele disse que ela estava cada vez mais mudada, pediu para ficarem em casa, insistiu, até se desculpou. Quando viu que ela iria de qualquer jeito, falou que não podia pegar o carro, porque, se a polícia o pegasse, ele iria perder a habilitação que ainda nem tinha. Ela falou saindo de casa:
— Neto, chega de falar e inventar desculpas, fica aí. Vai pra sua casa dormir!
Foi andando na frente, saiu do quintal da reciclagem. Ele ficou indignado, reclamando, dizendo que era pra ela parar de doideira.
Ela foi andando no escuro, sentindo uma irritação crescente, raiva do mundo todo, era diferente de antes e ela não entendia a razão.
Logo Neto foi atrás, de carro, parou na frente dela e ficou quieto esperando que ela entrasse. Ela se aproximou ao lado do motorista, falou séria:
— Quero dirigir!
Ele respondeu, sem paciência :
— Não, para de agir assim. Porque você tá fazendo isso? O que aconteceu?
— Tô me arriscando por você.
Ela disse que então iria caminhando até a cidade. Ele abriu a porta do carro e deixou que ela dirigisse. Foram sem conversar nada. Ela foi para a Arena, onde tinham as corridas. Quando chegaram, o pessoal já estava olhando, comentando que ela era demais pra um moleque como ele, que ainda a enchia de chifres.
Desceram do carro, ela deu a chave para ele, se aproximou o pegando pela mão como um casal. Ele estava muito sério, a olhou irritado. Ela falou indiferente:
— Tá vendo, nem doeu. Vem, vamos conversar com a galera, ver se alguém sabe alguma coisa da Aisha.
Ela foi falando oi, do mesmo modo de sempre, sem encostar em ninguém. Ele foi apertando as mãos dos homens e beijando algumas meninas no rosto.
Começaram a conversar com todo mundo. Fizeram umas piadinhas sobre eles estarem juntos, de casal, mas não era muita surpresa para ninguém. Todo mundo achava que rolava algo mesmo desde sempre.
Ninguém falava com a Aisha há semanas, mas disseram que era normal, que ela fazia aquilo de sumir por causa dos pais dela, viagens luxuosas e muitas brigas pelo mau comportamento. Talvez internação em clínicas.
Rebeca perguntou do Noah, se ele estava por lá. Falaram que não o tinham visto também, havia semanas.
Todos estavam bebendo, menos ela. Neto até ofereceu vinho, mais ela não quis. Eles estavam próximos como casal, ele estava encostado no carro, e ela na frente dele, o estresse dele foi logo passando.
Ele começou a acariciar afetuoso, passando a mão em sua barriga, cintura, dando apertões, deu umas puxadas pelo quadril, fazendo-a sentir que ele estava ficando e******o.
Ela foi deixando e até tentou corresponder, sendo carinhosa. Seu pensamento estava longe, estava com um mau pressentimento, uma confusão de sentimentos, achando que ia embora para sempre a qualquer momento. Pensou em beber.
Como sempre ouviu boatos de que, bebendo, ficaria mais desinibida, achou que talvez fosse aquela a noite em que ia acontecer, a sua primeira vez, e queria que fosse com ele.
Ela teve a iniciativa de dar um beijo, o abraçou pedindo desculpas. Não pararam por aí, começaram a trocar longos beijos, encostados no carro. Estavam agarrados, até que Neto disse que ia buscar mais bebida.
Ele a deixou com duas meninas conversando. Elas estavam contando que a Aisha postava umas fotos loucas, com muito dinheiro, jóias e viagens de luxo. E que o pai dela era envolvido com política, e sempre teve costas quentes na cidade e por toda a região. Rebeca nem sabia de nada, ficou super entretida curiosa.
Uma das meninas falou no meio da conversa:
— Olha lá o Noah, faz tempo que ele tá encarando a gente e algo me diz que não é pra mim que ele está olhando.
— Infelizmente. Porque é um gostoso, né?
Rebeca ainda não tinha visto. Olhou apreensiva séria. Ele a encarava de longe, sério, encostado no carro, fumando. Ficou pálida, com medo de ele lembrar de algo. Parou de olhar e ficou de costas. A menina falou surpresa, mexendo no celular:
— Ele quer falar com você Rebeca, tá dizendo que tem um recado.
Rebeca perguntou cheia de medo:
— Sério?
A menina mostrou o celular. O Noah estava mandando mensagens, pedindo para ela ir conversar com ele, escondido. Disse que não queria lhe causar problemas com o namorado. Rebeca falou para a menina:
— Fala que não dá. Pede pra ele falar por mensagem mesmo, pergunta da Aisha!
Pegou o celular com medo de a menina ver algo. Ele disse que só ia conversar com ela pessoalmente e que já ia embora. Rebeca mandou mensagem:
“O que você quer comigo? É sobre a Aisha?? Ela tá bem?”
Ele respondeu, ainda a encarando:
“E sobre o que mais seria? Ela pediu pra te entregar umas coisas, se quiser vem buscar!!! Tô indo embora.”
Ela estava olhando o Neto de longe, de costas conversando. Perguntou se podia ser no dia seguinte. Ele falou que ia voltar dali alguns dias, marcou um dia e o horário, na Arena mesmo. Ela falou que precisava falar com a Aisha. Ele respondeu:
“Esteja no dia e lugar marcado se quiser pegar as coisas, eu não tô nem aí pra isso, não vou ficar correndo atrás de vc, já tô fazendo demais em tentar. Ela não vai voltar mais pra cá. Se você tivesse aceitado o celular que te dei podia ser mais fácil falar com ela.”
O Neto estava voltando. Ela apagou todas as mensagens, pediu para elas não comentarem nada com ninguém. Ele se aproximou, olhou para o Noah de longe e falou para ela, a abraçando marcando território:
— Porque esse cara fica olhando pra gente? Você ficou com ele né?
Ela falou brava:
— Não, como eu já te disse antes, não fiquei com ninguém além de você. Porque é tão difícil acreditar em mim? Você já ficou com várias meninas e eu não fico jogando nada na sua cara.
Afastou-se irritada. O Noah foi embora. Neto continuou bebendo. Do nada ele a abraçou e perguntou se eles estavam bem. Ela falou correspondendo ao abraço, o acariciando nas costas por baixo da camiseta.
— Estamos?
Ele respondeu sério:
— É. Você tá muito estranha hoje, tá com o pensamento distante, ficou me maltratando e agora tá assim.
Ela respondeu beijando o pescoço dele:
— Assim como? Não tá gostando de ficar comigo hoje? O que posso fazer pra melhorar nossa noite?
Ele respondeu desconfiado, tirando a mão dela de perto:
— Falar a verdade, não fica brincando comigo pra mudar de assunto.
Ela respondeu indo para o carro:
— Tá bom, vamos conversar a sós, vem.
Foram de mãos dadas. Ele destravou e perguntou se já iam embora. Ela falou para ele sentar no banco de trás, foram entrando no carro. Ela sentou no colo dele, de frente. O vestido subiu um pouco para cima, deixando o bumbum a mostra, ele passou as mãos acariciando, sentindo a calcinha pequena de renda.
Começou beijar o pescoço dela, ela falou apreensiva o acariciando nas costas :
— Quer me deixar igual a ontem, de novo?
Ele a olhou confuso, falou intrigado:
— Porque você tá fazendo isso? Assim? Essa não é você!
Ela tirou o vestido e falou com firmeza, encarando-o:
— Você não sabe quem eu sou então! Se não quiser é só falar.
Ele respondeu, abaixando a alça do sutiã dela, dando beijinhos nos ombros, pescoço:
— Eu quero tudo com você, mas não assim, tem que ser especial.
Ela o beijou sutilmente, falou tirando o sutiã:
— Estar com você já é especial. Você disse que preferia eu sem, então!
Ele sorriu, a puxou para perto, encostando seus s***s no corpo dele de maneira que ele não pudesse ver. Ela estava gelada, tremendo nervosa, com um nó na garganta, toda tensa. Ele falou de pertinho, acariciando seu cabelo, olhando em seus olhos:
— Não precisamos ter pressa, não sei o que te fez mudar de ideia, mas não precisa fazer nada assim, eu gosto de você de verdade.
Ela falou baixinho:
— Me beija.
Ele já estava muito e******o, com ela seminua em cima dele. Começaram a se beijar lentamente, foram aumentando a intensidade, as carícias. Ele estava desinibido por ter bebido.
Em pouco tempo, ela estava sendo tocada pelas mãos dele, que deslizavam por seu corpo todo. Ele começou a chupar seus s***s, que estavam enrijecidos de t***o, e ela deixou.
Cada chupada e mordida lhe causava uma sensação diferente. Quem ouvisse seus gemidos e suspiros ia achar que estavam transando, mas ainda não.
Ele tirou a camiseta, abaixou a calça, estava duro a puxando para sentir, roçando a ereção nela.
Ficaram muito tempo se curtindo, ele começou a masturba-la, a sentiu molhada e ficou mais ansioso ainda. Os vidros estavam embaçados demais e não dava para ver nada por eles.
Ela estava mais excitada do que na noite anterior. Sentiu um pouco de incômodo, dor, ao ser tocada mais intensamente. Ele não foi tão carinhoso com as mãos dessa vez. Ela deitou-se no banco enquanto se beijavam e falou que estava pronta.
Ele perguntou se ela tinha certeza, foi tirando o resto da roupa.
Ela achou que ele não estava querendo tanto, falou que queria muito, que ele fosse seu primeiro, ele foi subindo em cima dela a beijou. Tentou a penetrar, tentou uma, duas, três vezes. Ela começou a sentir dor. Ficou tensa, muito nervosa. Pediu para parar justamente quando estava avançando.
Ele a invadiu lentamente um pouco, e parou. Ela ficou irritada, frustrada, o clima acabou na hora. Ficou quieta, sentou procurando a roupa. Ele ficou desconcertado, pediu desculpas, beijou-a e disse que lá não era um bom lugar pra tentar. Vestiram-se e foram embora.