Salvou sua vida

1414 Words

Melissa narrando. A manhã de domingo chega sem pedir licença, atravessando as cortinas pesadas do meu quarto como uma sentença. Os primeiros raios de sol batem no chão de madeira, iluminando partículas de poeira suspensas no ar. Eu não dormi. Passei a noite acordada, deitada com o coração disparado, lembrando da mão do meu pai levantada e da de Dante segurando-a antes que o golpe caísse outra vez. O estalo da bofetada ainda queima em minha pele como fogo.[ Mas é outra sensação que não me abandona: a voz de Dante, baixa, grave, firme — ela é minha. Minha. Como se eu tivesse deixado de pertencer a mim mesma. [...] Batidas na porta. Não são fortes, mas suficientes para me arrancar do devaneio. Henrique aparece, discreto, apenas para avisar: — Já chegaram. Não preciso perguntar quem.

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