Jaqueline Narrando Depois que o padre foi embora, fiquei com aquele sorrisinho preso no canto da boca. Ele tava tenso, sério, mas eu vi nos olhos dele que alguma coisa ali dentro tava borbulhando. E é disso que eu gosto. Surgiu uma ideia na cabeça. Pedi o celular da minha mãe, falei que tinha esquecido o meu no quarto, o que era verdade, tá? Não menti. — Mãe, me empresta seu celular rapidinho? Esqueci o meu lá em cima, tô precisando ver uma parada. Ela me entregou sem nem olhar, fui direto na agenda dela. Sabia que ela ia ter o número do padre salvo, e tinha mesmo: “Pe. Fábio”. Compartilhei pro meu e já apaguei a mensagem no dela logo em seguida. Missão dada, missão cumprida. Quando entreguei o celular, o Zulu me chamou pra sala, e eu fui. A galera ainda tava por lá, maior zoação, r

