Jaqueline Narrando A Rayla teve sorte, sério mesmo. Sorte por ainda tá respirando. Só não fiz pïor por consideração à minha avó. Porque se fosse por mim, eu já tinha virado aquela cobra do avesso. Mas eu tenho certeza que ela vai ficar pianinha agora, bem quietinha lá no canto dela. Porque se tem uma coisa que essa desgraçada sabe, é que eu não brinco em serviço. Não sou de ameaça vazia. Dei o papo, dei o limite. E ela já sabe que se encostar no que é meu de novo, não tem vovó que segure. Depois desse corre todo, fui pra casa. Já era mais de duas da manhã, o silêncio no morro era quase estranho. Só o som do vento batendo nas telhas e uns cachorros latindo de vez em quando. Entrei em casa toda cansada, só querendo paz, e dei de cara com o Fábio no sofá. Assim que ele me viu, se levantou

