66 - Jaqueline

1097 Words

Jaqueline Narrando Acordei com meu celular vibrando sem parar em cima do criado-mudo. Tava tudo escuro ainda, devia ser bem cedinho. Peguei o aparelho com os olhos meio fechados e atendi sem nem olhar quem era. — Alô? — Sobe pro morro agora, Jaqueline. A voz do meu pai veio seca, grossa, daquele jeito que já me dá até calafrio. Sentei na cama, esfregando o olho. — O que foi, pai? Já liberei os vapor da segurança ontem à noite. — Tem BO, garota. Sobe agora. Ou eu mesmo desço aí pra te buscar. Bufei, já com a testa franzida. Ele só me liga desse jeito quando a treta é grande. Antes que eu falasse mais alguma coisa, ele desligou na minha cara. Respirei fundo, joguei o celular de volta no colchão e me virei pra trás. Fábio tava começando a acordar, abriu o olho devagar, ainda meio per

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