Fábio Narrando Deixá-la na porta do Carro para ir para casa, depois de tudo que ela passou, me trouxe um alívio no peito difícil de descrever. Acompanhei cada segundo, cada oração, cada lágrima silenciosa pedindo a Deus que desse mais uma chance pra essa menina tão cheia de vida, mesmo que às vezes esconda isso por trás de toda a dureza que o mundo forçou ela a ter. Antes de ir embora, fiz o que meu coração pediu: a abençoei. Tracei o sinal da cruz sobre sua testa, como um gesto de proteção e carinho. Prometi que passaria mais tarde para ver como ela estava. Ela sorriu, daquele jeito que só ela sabe, como se dissesse "tô esperando, hein padre?". E eu fui embora carregando aquele sorriso comigo. Voltei pra casa, tirei a roupa que estava, respirei fundo. A missão de um padre vai muito al

