Capítulo 6

1023 Words
Claro que eu sei porque ela me odeia, é explícito a quedinha, não quedinha não, estou sendo muito simplória, esse capote pelo Chris. Chris – Você estava demorando Serena, vim ver o que tinha acontecido, o que está acontecendo? Pude sentir o olhar frio do Chris para a troglodita da Miranda daqui. E ele fez questão de ignorar a pergunta dela, aposto que ela está fervendo de ódio por dentro. Serena – Tudo tranquilo, vamos indo? Chris – Sim, vamos. Metade de todo o campus me odeia pelo fato de ser tão próxima ao Chris. Essas garotas são muito temperamentais. Serena - Sabe Chris, minha vida aqui na faculdade seria bem mais fácil se eu não fosse sua amiga. Chris - E por qual motivo você acredita nisso? Eu sou um bom amigo! Serena - Você é mesmo, mas a metade do campus me odeia por ser sua amiga e a outra metade são heteros. Nesse momento o sorriso de brilhante é contagiante dele se abriu. Chris - Você tá de brincadeira? Essas garotas só te odeiam porque você é a mulher mais bonita e mais inteligente que esse campus já viu. Se juntar o cérebro de todas elas, não dá a metade do seu. Serena - Chris se eu te escutasse, meu ego seria maior que o Empire State. Chris - Tirando isso, você já reparou no risco que eu corro estando sempre grudado com a mulher que todos os machos cheios de testosterona querem? Serena você deveria me pagar seguranças. Serena - São todos imbecis com cérebro de titica. Só de me interessar por um deles eu com certeza perderia metade da minha massa encefálica. A gargalhada que ele deu desencadeou a minha própria. Com o Chris meus dias são sempre assim, sorrisos, alegria, tudo muito leve, sem nenhuma confusão. Chris - Sua primeira aula é daqui a pouco, vou te levar até a sala. Estamos indo a caminho quando ouvimos o nome do Chris ser chamado diversas vezes. Serena - Seus amiguinhos estão te chamando. Chris - Está com ciúmes? Serena - Não, com certeza não. Mais quem sabe um dia. Rodrigo - Eai cara, você tá dentro da festa do final de semana né? Vai ta lotado de gostosa, e se ficarem sabendo que você vai, com certeza vai ter muito mais. Não consigo disfarçar a minha cara de nojo com a quantidade absurda de merda que esse cara disse em uma só frase. Chris - Vou tentar dar uma passada, nada garantido. Rodrigo - Leva a sua Princesa de gelo também, quem sabe ela não derete um pouco. Serena - Sinto muito, não vai dar, eu tive que me esforçar bastante para não vomitar enquanto você falava, imagina só o esforço quando o bandinho todo estiver reunido. Não, eu não sou tão forte assim, desculpe. Arg.... Esses caras são realmente umas mulas, nem parecem estudantes de uma faculdade tão importante. Chris - Você poderia ter ficado sem essa amigo, fala o que quer... É assim mesmo. Rodrigo - Só queria ver a senhora coração de pedra se divertir um pouco, isso não é nenhum pecado, mas ela se acha importante de mais para se misturar com a gente. Não entendo como você atura ela. Serena - Muito simples meu bem, ele pensa um pouquinho com a cabeça de cima, e não consegue chegar a ser tão escroto quanto as pessoas que ele anda. Chris, eu vou indo, pode continuar a sua conversa com o Einstein aí, não quero queimar meus neurônios. Nos vemos mais tarde tudo bem? Chris - Tudo bem, vai lá. A pior parte de estudar aqui, é que tem muitos filhinhos de papai que já tem tudo e fazem a droga da faculdade apenas para poder assumir a empresa da família, nenhum deles está aqui por algum sonho, ou por precisar. Então a vida da grande maioria é festa, bebida, drogas e sexo. Eu sei que com a herança dos meus pais e se eu quisesse eu simplesmente assumiria e faria o mesmo que o resto daqui. Mas eu tenho meu sonho, eu nunca vou desistir de ser uma cirurgiã. E para isso, não posso me dar ao luxo de viver como esses herdeiros chatos. Minhas aulas hoje foram de verdade muito exaustivas. Não dormi muito bem essa noite, então o cansaço físico e mental tem tomado conta. Mas, não posso negar, que o que mais tem me tomado a mente é o Drogo. Não consigo esquecer os olhos dele, a proximidade que ele estava de mim. E eu não poder falar para ele quem eu sou, não poder gritar que sou eu. Pensando nele, involuntariamente minha mão corre para o meu pescoço, o colar que ele me deu quando ainda éramos crianças. Me lembro desse dia como se fosse ontem, era meu aniversário, nós três sempre nos metiamos em confusões, Drogo sempre foi o mais teimoso, o que mais se encrencava. As tias tinham muitos problemas com a disciplina dele. Sempre tinha alguém batendo lá para dizer que nós três aprontamos. No dia do colar, os dois brigaram comigo para me deixar para trás, eles furtaram um urso e um colar de uma lojinha ali perto. O Drogo entregou tudo para o Nick e mandou se esconder, ele levou toda a culpa, foi levado para o orfanato mas insistiu que não tinha pego nada. quando estava tudo tranquilo, Nick voltou trazendo os presentes, eles me entregaram e os fiz prometer que nunca mais fariam aquilo de novo. Mas nunca tinha ficado tão feliz como quando eles me entregaram aqueles presentes. Desde aquele dia, eu nunca mais tirei o colar do pescoço, e para todo lugar que eu vou, levo também meu ursinho, são as únicas lembranças que eu carreguei comigo. E o que me dói, é que agora que eu finalmente encontrei um dos meus melhores amigos da vida, eu não posso dizer quem eu sou. Pensar que ele pode não se lembrar de mim me corta a alma. Ficar pensando sobre isso está acabando com a minha cabeça. Não vejo a hora de estar em casa. O dia está se arrastando como nunca.
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