Capítulo 5

1082 Words
Agora preciso voltar para casa sem deixar que ninguém me veja, ainda bem que minha equipe me ajuda nesse fator, saio pelos fundos, ou vou com meu carro até algum lugar e deixo para eles levarem até o destino final. Marcus – Como vai ser hoje? Serena – Vou me disfarçar no meio da multidão, vocês levam o carro. Podem ir, eu saio depois. Marcus – Ok, boa noite. Eu vou levar o carro. Serena – Boa noite. O clima fora da minha garagem é intenso, mulheres bonitas, corpos suados, gritos, música alta, som de pneus, cheiro de pneu queimado. Eu amo toda essa vibe. O caminho para casa é tranquilo, peço um uber a algumas quadras. Chego em frente a casa dos meus pais, é num bairro nobre, a imponência da casa é vista a distância. Eu nunca desço de frente ao portão, sempre paro antes e continuo o caminho a pé. Minha casa tem câmeras por todos os lados, por sorte, meus pais não são interessados em verificar. Tenho certeza que os seguranças noturnos já perceberam meus passeios noturnos, mas eles nunca comentaram nada, meus pais nunca perguntaram, eu sempre sou a garota perfeita, não há motivos para perguntar, então não há motivos para os seguranças comentarem nada, converso com todos eles, sou sempre gentil, é uma maneira de deixa-los a meu favor. Serena – Boa noite John, como esta a família. John – Tudo bem senhorita, mais um passeio noturno? Serena – A noite na cidade é muito bonita pra perder dormindo. John – Tem insônia senhorita, vejo isso se repetir tantas vezes, tem problemas com o sono? Serena – Um pouco, as vezes não consigo dormir, vou a um lugar para relaxar. John – Isso é ruim... Serena – Já acostumei, está tudo bem, vou entrar, boa noite John. John – Boa noite senhorita. John é um dos seguranças favoritos, ele não parece completamente um poste quando falo com ele, sempre esticamos um pouco a conversa. Chego ao meu quarto já exausta, uma vontade imensa de cair direto na cama, mas preciso de um banho antes... Meu quarto parece mais uma biblioteca, livros, livros e mais livros, cadernos, notebook, anotações, papéis e mais papéis. O quarto de uma estudante de medicina, eu não encontro na minha bagunça e detesto que alguém mecha. Pego uma muda de roupa e vou para o banheiro, nada de banheira, só uma chuveirada rápida para descansar pelo menos um pouco antes de correr para o campus. O dia está bonito, como segui descansar cerca de quatro horinhas, vou descer para tomar meu café da manhã. Mãe – Bom dia querida. Serena – Bom dia mãe, o que temos de bom para o café da manhã? Mãe – Tem o de sempre filha. Como você está indo na faculdade? Serena – Bem mãe, como sempre, o pai já foi? Mãe – Sabe como é seu pai, sem tempo para absolutamente nada, não sei o por que ele ainda trabalha tanto, poderia dar um pouco mais de atenção para nós. Serena – É justamente por nós. Mãe – Como está o Chris ? Serena – Está bem, como de costume. Mãe – Serena, quando finalmente eu vou ver você agir como uma garota da sua idade? Um namorado? Festas? Onde está a bagunça? Meus cabelos brancos de preocupação? Você nunca vai dar uma chance ao Chris? Serena – São muitas perguntas para o café da manhã Mãe. Não consigo não sorrir para ela. Mãe – Estou falando sério, essa fase da vida passa rápido minha filha, e quando você perceber já passou sem você ter vivido. E o Chris não vai te esperar para sempre. Serena – Chris é meu amigo Mãe, não existe essa coisa de chance, ele é meu amigo. Mãe – Mas ele é um bom partido, e como você mesmo diz, o único que presta em toda a faculdade, é também o mais bonito daquele lugar Serena, qual o seu problema? Eu quero netos antes de morrer. Serena – Chega de apelar senhora Marie. Preciso estar mentalmente sã para minhas longas aulas. Mãe – Está dizendo que eu tiro sua saúde mental apenas por querer que você seja uma garota normal e me traga os problemas que uma garota normal traz? Serena – A senhora sabe que está me chamando de estranha não sabe? Mãe – Mas você é. Serena – oooookkkk te amo mãe, preciso ir. Mãe – Amo você querida. E lá vou eu, gosto tanto de estudar, mas eu realmente odeio as pessoas, ou as pessoas me odeiam e eu odeio elas todas de volta, algo desse tipo com certeza. O campus é enorme, dá para se perder por aqui, a entrada rústica lembra a quanto tempo está aqui, apenas algumas áreas foram modernizadas, mas a maior parte ainda mantém o ar antigo. Amo estar aqui, aprender o máximo possível para poder fazer aquilo que sonhei a vida toda, salvar cada vida possível. Ainda falta um tempo para a minha primeira aula, resolvo andar um pouco, mesmo sem perceber meus pés sempre se direcionam à biblioteca. Enquanto estou andando meu celular apita me avisando que há uma nova mensagem, e claro, é do Chris, de quem mais seria. “Chris – Eu sei que você já está no campus, mas não te achei na biblioteca, onde está? ?” “Serena – Estou a caminho, já estou cansada de ser tão previsível”. “Chris – É muito vergonhoso, te espero na entrada” Estou andando distraída quando esbarro em alguém. Serena – Me descu... Ai não, será possível que meu dia não poderia se manter bem e tranquilo? Miranda – Mais será possível que a nerd não consegue sequer andar direito? Serena – Foi um acidente Miranda, não sei em que mundo você vive, mas por aqui, eles acontecem com bastante frequência. Miranda – Como consegue ser tão arrogante com essa aparência horrível? Os anos que você passou em coma deve ter afetado mesmo seu cérebro. Serena – Seu cérebro nem precisou de coma para isso. Qual o seu problema comigo em? Será que não dá pra fingir que eu não existo? Miranda – E você acha que eu me importo de alguma maneira com você nerdizinha? Está enganada. Serena – É o que parece já que você não consegue me deixar em paz toda vez que me vê. Miranda – Sua.... Chris... Oi, como você esta? Você vai a festa esse final de semana ?
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