Rael. O silêncio que o Cabeça deixou ao fechar a porta do quarto foi o gatilho que eu precisava. Olhei para a forasteira e vi aquela mistura que me deixava louco: a inocência de quem ainda não conhecia tanto da vida e a curiosidade de quem queria descobrir tudo. — Vem aqui — comandei, minha voz saindo mais rouca do que eu pretendia. A segurei e a puxei para mim, a fazendo voltar a se sentar no meu colo. Ela não hesitou. Com uma perna de cada lado do meu corpo. Minhas mãos, grandes e calejadas pela vida que eu levava, encontraram a cintura dela com uma possessividade que eu não conseguia controlar. O corpo dela era macio, pequeno, e o encaixe no meu colo era perfeito demais para ser ignorado. Meus olhos fixaram nos dela, descendo para aquela boca que eu queria devorar desde o momento

