Rael. O desejo estava nublando minha visão, uma névoa vermelha que me fazia ignorar qualquer rastro de juízo que ainda restava. Maitê se pressionava contra mim, e cada vez que sua mão puxava meu cabelo ou que ela soltava um daqueles suspiros abafados contra meu pescoço, eu sentia que ia explodir. Minha mão desceu para a base da coluna dela, puxando seu corpo com força contra o meu, deixando claro o estado em que ela me deixava. Eu olhei para o sofá velho, a poucos centímetros de distância. A vontade era de jogá-la ali e esquecer do resto do mundo, mas o som abafado de uma risada vinda do quarto me trouxe de volta. Cabeça e a garota estavam lá. Não aqui. No meio da sala, não. Com um rosnado de frustração, apoiei as mãos nas coxas dela e me levantei de uma vez. Ela soltou um ganido de

