Cabeça O clima na sala mudou. A tensão que antes era de medo, agora era outra coisa. O jeito que a Brenda me olhou, com os olhos úmidos e aquela entrega, fez o meu sangue ferver de um jeito que tiro nenhum no asfalto consegue fazer. — Eu gosto de você, Cabeça — ela soltou, a voz firme apesar do tremor nas mãos. — De verdade... — Você sabe que é minha. E eu sou seu... Tô na sua Brenda. Sempre estive. — E eu vou falar com a minha mãe. Não quero mais viver escondida, como se estivesse fazendo algo. Não estamos fazendo nada errado aqui. Dei um sorriso de canto, sentindo o peito estufar. — Podemos fazer algumas coisas bem erradas... ou melhor... bem certas... — sorrio sem vergonha — A gente vai falar junto, gatinha — decretei, puxando ela para mais perto pela cintura. — Eu entro lá com

