Cabeça Eu desci a ladeira com a Brenda na garupa sentindo o clima pesado como se carregasse um fuzil de cada lado. A gente conseguiu sair da frente da casa da Maitê antes que a vizinhança começasse a colocar a cara na janela, mas o silêncio da Brenda nas minhas costas estava me matando. Ela não estava abraçada comigo do jeito de sempre; estava segurando nas alças da moto, o corpo rígido. Assim que entramos no meu barraco, eu chutei a porta pra fechar e joguei a chave na mesa. — Caraca, que sufoco — soltei o ar dos pulmões, tentando aliviar o clima. — O Rael quando fica com aquele olhar de 'morte silenciosa', até eu que sou irmão sinto o calafrio. Mas relaxa, gatinha, ele não vai encostar na Maitê. O problema ali vai ser com a Verônica. A Brenda não sorriu. Ela caminhou até o meio da sa

