Cabeça. Cabeça Abri os olhos devagar, sentindo meu pescoço reclamar da posição torta no sofá, mas a reclamação sumiu no momento em que senti o peso suave da Brenda contra o meu peito. O cheiro do cabelo dela era a única coisa boa naquele começo de manhã barulhento do morro. Ouvi a porta do quarto ranger, demorei alguns instantes até que senti meu corpo finalmente acordar. Havia um murmurinho vindo do casal parado bem próximo a mim e foquei à vista. Rael e Maitê estavam com cara de quem dormiu pouco, mas dormiu bem. O bicho-papão estava até mais leve, se é que isso é possível. — Bom dia para os pombinhos — soltei, a voz ainda rouca, sem me dar ao trabalho de levantar. — Bom dia, Cabeça — Maitê respondeu com um sorriso doce. Rael apenas deu um aceno de cabeça. Ele parecia bem. Era eng

