Capítulo 23.

943 Words

Capítulo 23 CABEÇA NARRANDO Tem lembrança que não envelhece. Não importa quantos anos passem, quantas guerras eu atravesse, quantos homens eu enterre. Tem imagens que ficam presas na cabeça como tatuagem malditä, ardendo toda vez que a memória resolve puxar. Samara no chão é uma delas. Eu lembro daquele dia como se fosse agora. O morro estava em silêncio estranho, desses que antecedem merdä grande ou escondem tragédia pequena demais pra virar notícia. Eu tinha subido só pra conferir um carregamento, coisa rápida, protocolo. Nada que exigisse atenção demais. Até ouvir um barulho. Não foi tiro. Não foi grito. Foi um pedido de socorro baixo, fraco, quase engolido pela dor. Segui o som sem pensar. O instinto veio antes da razão. Abri a porta daquela casa como quem invade um pesadelo

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