Capítulo 76 ÂNGELA NARRANDO Eu li a mensagem dele três vezes. Três. Não porque eu não tivesse entendido. Mas porque eu gosto de sentir o gosto da derrota alheia antes de decidir o próximo movimento. 📲 Filho amado Eu escolho ela, manda a localização e faz o que quiser com o bebê, Ângela. Eu ri. Uma risada baixa. Arrastada. Aquele tipo de riso que nasce do fundo do desprezo. Eu levantei os olhos e encarei o bebê no berço improvisado. Ele tava quieto. Olhando pro teto como se o mundo ainda fosse simples. — É, bebê… — eu falei me aproximando devagar. — Você teve o azar de ter um pai que é meu filho. Eu passei o dedo de leve na bochecha dele. Ele fez um barulhinho. Inocente. — E ele também não tá nem aí pra você. Eu ri de novo. Não por ódio. Mas por constatação. Russo se

