O dia começou com uma inquietação que parecia ter acordado antes de mim. Uma vibração fina, quase inaudível, que percorria meu peito como se o ar tivesse peso, como se algo estivesse prestes a acontecer. Não era medo. Não exatamente. Era uma mistura estranha de receio e esperança. De desejo e de nervoso. Uma luz acesa onde antes só havia cautela. Hoje eu conheceria a mãe de Elias. Eu sabia muito pouco sobre ela, mas bastava ouvir o tom silencioso que ele usava quando falava dela para entender que se tratava de uma mulher grande, dessas que carregam a força de ancestrais no olhar. Não tinha vindo no casamento civil porque discordava da decisão do filho. Jorge me contou isso da forma mais delicada possível. Eu entendi. Quem amou Elias antes de mim carregava suas próprias feridas também. E

