Capítulo 31. O Café da Manhã Que Parece Família ( Elias)

1267 Words

A luz ainda era azul quando percebi que não havia mais noite, só o rastro quente que o corpo de Mariana deixara na minha pele. Não jantamos. Não dormimos. A madrugada virou um corredor infinito onde ela e eu aprendíamos, pela primeira vez, a ler o silêncio um do outro com a boca, com o toque, com aquilo que não se diz. Quando a casa começou a despertar, eu ainda estava encostado na bancada da cozinha, com a respiração presa na garganta. Joana mexia nas panelas com aquele jeito dela de quem já viu tudo, mas escolhe não comentar nada… até que comenta. Ela virou o rosto só o suficiente para me olhar por cima do ombro e sorriu daquele jeito atrevido que ela acha discreto. — É bom ver o senhor feliz. E eu ri. Ri porque ela estava certa. Eu estava feliz. Era uma felicidade que mordia por de

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