Acordar com o Dominic ao meu lado foi estranho, mas ontem ele me surpreendeu.
A Cristal já estava aqui na porta do quarto quando eu acordei com os gritos dela “Hora da escola mamãe”, eu não entendo como uma criança consegue ser mais responsável que eu. Me levantei e abri a porta pra garotinha que entrou no quarto correndo e se jogou na cama em cima do pai.
– Acorda papai, acorda! – Sorri, no final das contas isso não é tão r**m assim. Não quero me apegar a eles porque quando os seis meses acabarem vai ser difícil me acostumar em outro lugar, eu já passei por isso diversas vezes.
– Oi abelhinha. – Ele a abraçou e me encarou sem nenhuma expressão, nunca vou entender o ódio de Dominic ontem. Pelo o que eu vi ele não vai esquecer do ocorrido nem tão cedo.
Deixei eles lá e sai à procura da Diana, eu tinha noção de que nós iríamos ouvir um sermão hoje após termos chegado em casa bêbados, cansados, discutindo e não ter deixado ninguém dormir a noite inteira.
– Diana, meu amor, bom dia! – Ela me olhou de cima a baixo e negou o que me fez rir. – Eu sei, tô só o pó.
– Ele me disse que você já sabe o que ele faz menina. – Soltei a respiração que nem mesmo eu sabia que havia prendido, ontem foi um misto de surpresas, verdades e luxúria.
Que é um grande filha da p**a eu já sabia, mas que ele é o maior mafioso da Itália, p***a eu nem sonharia com isso.
– Nem sei se eu devo comentar sobre isso, tudo o que o Dominic e eu temos é um contrato e essa obsessão dele.
– Como foi a noite de vocês? – Diana perguntou. Sorri, melhor resumir em duas palavras.
– Foi boa.
Flashback
Entramos no salão enorme juntos, as pessoas vestiam roupas elegantes. O Dominic atraía a atenção de todos por onde passávamos, principalmente das mulheres. As pessoas estavam aqui no mínimo eram podres de ricas porque só vendendo as flores da decoração eu compraria uma casa.
– Você pode se juntar aquela mesa onde as mulheres estão sentadas, vou entrar em reunião, não cause problemas. – Ele disse, eu concordei e ele me acompanhou até a mesa onde algumas mulheres estavam sentadas.
Sentei em uma das cadeiras vazias, o silêncio se fazia presente desde que eu cheguei. Encarei a loira a minha frente que fazia o mesmo que eu e sorri, ela parecia uma boneca, mas alguma coisa nela não me agradou.
– Meu nome é Lara, você é uma acompanhante de luxo do Capo? – Neguei ainda sorrindo.
– Eu sou Victória, Victória Armand, acho que a obsessão do Capo. – Ela não deixou nenhuma expressão ser vista, eu tinha maus pressentimentos em relação a essa garota.
– Você não passará disso Victória e quando chegar o dia ele irá lhe descartar, Dominic tem que casar com alguma dama da máfia mais cedo ou mais tarde. – Apenas concordei, esse já não era mais um assunto meu.
– Bom, já percebi que a minha presença aqui é indesejada. Não fica com ciúmes não, tá? Se ele te escolher eu vou ser a primeira a agradecer a Deus, mas vai ser pelo meu livramento. – Me levantei da cadeira e caminhei em direção ao bar.
Eu não costumo beber, mas na boate as meninas me mostraram que álcool tira qualquer desânimo do corpo. O barman colocou um copo de whisky na minha frente, sem que eu pedisse.
– Pra aguentar a Lara você tem que beber a mais forte que o seu corpo possa aguentar. – Ele disse me fazendo abrir um sorriso e concordei.
– Você tem razão, odeio meninas mimadas. – Ele deu uma gargalhada.
– Eu podia jurar que você era tão mimada quanto elas dama de preto cintilante. – Ele dizia. Tomei um gole do whisky e em seguida virei o copo na garganta. – Outro? – Concordei.
– Qual é o seu nome? – Perguntei.
– Marcos.
Não sei quantos copos de whisky eu bebi, mas eu sei que eu já estava começando a gostar dali. Infelizmente a alegria de pobre dura pouco e o Dominic apareceu me chamando. Ele segurou no meu braço e saiu me puxando até o lado de fora do salão, abriu a porta do carro e me jogou lá dentro trancando a porta em seguida. Ele entrou e começou a dirigir como um louco pra fora dali.
– O que você tem? – Fui ignorada. – ME FALA O QUE EU FIZ DE ERRADO!
Ele parou o carro bruscamente me fazendo quase bater a cabeça no pára-brisa do carro ele deu um soco no volante me fazendo um susto.
– Você é minha Victória, o fodido do Rickelme não vai tirar você de mim, ninguém irá tirá-la de mim. – Ele passou a mão nos cabelos e encostou a cabeça no banco. – Porque não me disse que tinha um irmão e que ele é o maior traficante do Brasil?
– Porque eu não sei de quase nada sobre mim mesmo, antes de achar qualquer coisa lembra de que eu vive em orfanatos desde os sete anos. Então eu tenho um irmão? – Perguntei. Eu tinha tanta coisa na cabeça no momento, talvez se nós dois tivéssemos nos conhecido antes eu não teria conhecido o Dominic, nem a Cristal.
– Pode descansar, eu te acordo quando chegarmos em casa porque lá você não vai dormir!
Pelo visto hoje nós pegaríamos fogo.
Deitei o banco do carro e fechei os olhos, não demorou muito pra que o sono me vencesse.
[…]
Acordei na cama, escutei o barulho de chuveiro e fui em direção ao banheiro. Ele estava lá de costas pra mim, tirei o meu vestido e a lingerie e entrei no chuveiro. Antes que eu pudesse encostar minha mão em sua pele ele agarrou o meu pulso com força.
– Não! Se encoste na parede. – Ele disse com a voz rouca no meu ouvido. Fiz imediatamente.
Ele apertou um dos meus s***s e se aproximou dando beijos pelo meu pescoço, sua mão livre desceu ao encontro da minha i********e fazendo movimentos circulares no meu clítoris. Mordi os lábios para não gritar a medida que ele agia intensamente nesses três pontos em min.
– Por favor… mais. – Implorei sem vergonha alguma.
Dominic colou o seu corpo no meu e levantou uma das minhas pernas até a altura de sua cintura, encaixou seu p*u em mim e lentamente me preencheu. Como se quisesse me torturar ele começou com estocadas lentas. Me pegou no colo ainda dentro de mim e aumentou o ritmo das estocadas, forte e rápidas. Encostei minha cabeça no vão entre o seu pescoço e tentei reprimir ao máximo que eu podia os meus gemidos. O barulho dos nossos corpos se chocando ecoava pelo quarto. Ali nós estávamos em chamas.
Ali eu tive o primeiro orgasmo da noite, molhada, cheia de t***o e gritando o nome dele.
[…]
– Hoje eu vou levar a Cristal na escola Diana, você pode mandar as meninas porem a mesa agora, por favor? – Ela concordou.
Voltei ao quarto e encontrei o Dominic já vestido assistindo no tablet com a Cristal.
– Vem assistir mamãe. – Ela pediu manhosa, do jeito que o pai dela está é capaz dele me matar.
– Vamos tomar café mocinha, hoje eu te levo na escola. – Olhei pra o Dominic pedindo uma confirmação e como ele não disse nada eu considerei um sim.
– O papai leva a gente, não é pai? – Pra o meu azar ou não, ele concordou.
– Claro! Não posso deixar minhas duas princesas sozinhas. – Dominic disse.
“Minhas duas princesas” eu tenho que levar a sério a promessa que eu fiz, não posso amá-lo. Nunca.
>>>
@aut.izzamarques